“Se o pacote passar, a Brigada vai parar”: servidores da segurança protestam contra projetos de Leite

Manifestação reuniu milhares de servidores da segurança nesta quinta-feira na Capital

Por Portal de Notícias 06/12/2019 - 09:46 hs
Foto: Giulia Cassol
“Se o pacote passar, a Brigada vai parar”: servidores da segurança protestam contra projetos de Leite
Manifestação reuniu milhares de servidores da segurança nesta quinta-feira na Capital

Servidores estaduais da segurança pública realizaram em Porto Alegre, nesta quinta-feira (5/12), um dia de manifestações contra projetos do governo de Eduardo Leite (PSDB) que irão alterar a estrutura das carreiras e a Previdência dos servidores públicos do Rio Grande do Sul. A manifestação, que iniciou com concentração na Praça Brigadeiro Sampaio e continuou com uma caminhada dos servidores até a Praça da Matriz, em frente à Assembleia Legislativa, foi marcada por falas contrárias e críticas ao pacote de Leite. “Se o pacote passar, os bombeiros vão parar. Se o pacote passar, a Brigada vai parar”, foi uma dos gritos de ordem mais cantados pelos manifestantes.
Ao final da caminhada, os servidores realizaram uma assembleia geral e aprovaram adotar Operação Padrão dos militares estaduais. Com isso, a Brigada Militar não sairá às ruas se os equipamentos, como carros e coletes, não estiverem em boas condições. Também foi aprovado um “fecha quartel”, que será promovido a partir do dia 17 deste mês pelas esposas e namoradas dos brigadianos.
Participaram da manifestação profissionais da Brigada Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil de diversas cidades do interior do Estado. Além dos servidores, também participaram da manifestação diversos familiares de militares.
Para os servidores militares, as propostas do governo Leite para a categoria são medidas inconstitucionais.
- Essas proposições não correspondem à Constituição Federal, até por conta do Projeto de Lei 1645, que diz que militares encontram-se dentro do regramento da União. O governador não está levando em conta este regramento - disse o coordenador geral adjunto da Associação dos bombeiros do Rio Grande do Sul (Abergs), tenente-coronel Ederson Carlos Franco da Silva.
Para a primeiro-tenente e assessora jurídica da AOFERGS, Jane Melo Soares, a sociedade gaúcha está sendo diretamente afetada pelas propostas do governo Leite.
- Nós queremos que a comunidade gaúcha tenha consciência de que a Constituição garante três serviços que o governo é obrigado a dar: educação, saúde e segurança. E são os servidores desses três serviços que estão sendo prejudicados pelo governador. Quem está levando o golpe do governador é a sociedade gaúcha - disse.
Os manifestantes também criticaram as políticas do governo estadual, como o atraso de salários da categoria, por exemplo, e denunciaram a precarização da carreira militar por parte do poder estadual.
- O governador disse que dentro de um ano iria pagar o nosso salário em dia, a gente aguardou pacientemente e aí, quando chegou o prazo limite que ele deu, ele apresentou, para a nossa surpresa, um pacote que retira quase que todos nossos direitos - afirmou o sargento Revelino, presidente da ABAMF Uruguaiana.
A manifestação desta quinta foi chamada pelo fórum das entidades representativas dos militares estaduais, composto pela Associação de Bombeiros do Estado do RS – ABERGS, pela Associação dos Oficiais do Estado do Rio Grande do Sul – AOFERGS, pela Associação dos Sargentos, Tenentes e Subtenentes da Brigada Militar – ASSTBM, pela Associação Beneficente Antônio Mendes Filho – ABAMF, pela Associação dos Oficiais da Brigada Militar – ASOFBM e pela presidente da Associação das Esposas dos Praças da Polícia Militar do Rio Grande do Sul – AESPPOM/RS.

As informações são do Sul21








Deixe seu Comentário

Os comentários de leitores, no site ou em redes sociais, não representam a opinião do Portal de Notícias e são de responsabilidade única e exclusiva de seus autores, que poderão ser responsabilizados legalmente pelo seu conteúdo.