Dengue segue preocupando e alerta deve ser permanente
Frio não deve ser motivo para amenizar cuidados no combate ao mosquito
Mosquito transmissor da dengue no passado, a preocupação com a dengue era restrita ao período de verão, os
números alarmantes em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul fazem com que, mesmo
nas baixas temperaturas, a guarda tenha de ser mantida. Em um só bairro de
Porto Alegre (Santa Rosa de Lima), foram registrados 93 casos recentemente. O
surto espalha temor entre a população e faz com que, mesmo no inverno, a
sociedade busque ações preventivas e faça uso de repelentes.
- Em temperaturas baixas, as larvas do mosquito pausam o seu processo de
desenvolvimento, mas podem eclodir em minutos em qualquer situação de calor em
água parada. Como o nosso inverno ultimamente não é constante e tem alternado
dias frios com dias quentes, infelizmente não podemos dizer que estamos
protegidos nesta época do ano. Ainda, com as chuvas e a umidade, deixamos de
cuidar dos recipientes de água parada e acumulamos mais focos de reprodução do
mosquito para os dias quentes e para o próximo verão – explica o médico de
Família e Comunidade, e diretor Científico e Cultural da Associação Médica do
Rio Grande do Sul (AMRIGS), Marcos Vinícius Ambrosini Mendonça.
Desde a última epidemia, ocorrida em 2016, não havia um número tão expressivo
de casos confirmados, bem como o número de casos autóctones.
- As campanhas de prevenção em larga escala também diminuíram e não tem causado
o mesmo impacto na população geral. Uma das sugestões é intensificar a
fiscalização das casas e realizar dedetização em larga escala. Em 2016, em
parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o Governo do
Estado criou um canal de comunicação por telefone e aplicativo para celular
para os moradores denunciarem focos de dengue abandonados pelas prefeituras e
propriedades privadas. Como houve uma mobilização e uma adesão interessante,
esta parceria poderia ser reativada – sugere Mendonça.
O Rio Grande do Sul é um dos estados em que a incidência de novos casos em
relação ao ano passado mais cresceu: dados do Ministério da Saúde apontam uma
variação de 1.420% de crescimento de casos suspeitos. No país, o número de
casos cresceu 264%. De acordo com a Vigilância em Saúde do RS, até o dia 15 de
junho de 2019, já haviam 992 casos no estado em comparação aos 581 casos do ano
passado inteiro. Já houve no RS três óbitos pela doença.






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