Flávio Bolsonaro condiciona abertura de sigilos à divulgação de dados de ex-assessor de Lula
Candidato do PL afirmou que abre os sigilos bancário, fiscal e telefônico caso o presidente também apresente informações de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola; condição foi formalizada ao TSE.
Senador Flávio Bolsonaro O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21/10) que aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também apresente os dados de seu ex-assessor Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. A condição foi formalizada pela equipe jurídica da campanha de Flávio em uma manifestação encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A declaração ocorreu durante um evento de campanha em Guarulhos, na Região Metropolitana de São Paulo, quatro dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25/10).
A discussão começou na terça-feira (20/10), quando a campanha de Lula apresentou ao TSE um documento no qual o presidente se dispôs a abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico caso Flávio fizesse o mesmo.
Nesta quarta-feira, a equipe do senador respondeu formalmente à proposta, condicionando a abertura de seus dados à divulgação das informações de Marcola.
Investigação envolvendo ex-assessor
Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a Polícia Federal investiga suspeitas envolvendo Marcola, que ocupou o cargo de chefe de gabinete da Presidência. Ele teria recebido dinheiro da lobista Roberta Luchsinger enquanto ela tentava negociar contratos com o governo federal, que não chegaram a ser concretizados.
Roberta é apontada como amiga de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente.
Durante o evento, Flávio também fez críticas a Lula e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo Alexandre de Moraes. O senador afirmou que o presidente deve sua eleição em 2022 à atuação do ministro.
A discussão sobre a abertura dos sigilos ocorre nos últimos dias da campanha presidencial, marcada pela troca de acusações entre os dois candidatos.






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