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São Jerônimo, RS,23/10/2026

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Butiá: Polícia Civil prende homem investigado por violência contra mulheres

Mais de 100 registros: suspeito utilizava a Delegacia Online para registrar denúncias contra mulheres que, segundo a investigação, teriam sido vítimas de suas agressões e ameaças.

Polícia Civil / Divulgação
Butiá: Polícia Civil prende homem investigado por violência contra mulheres Polícia Civil prende homem investigado por violência contra mulheres
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A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Polícia de Butiá, informa que um homem de 41 anos, natural do município, foi preso nesta sexta-feira, dia 23, no âmbito de uma investigação que apura possíveis crimes praticados contra mulheres de diferentes municípios do Rio Grande do Sul.

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Segundo a delegada Jusicleia Oliveira, as investigações tiveram início após a identificação de um número expressivo de ocorrências registradas pelo investigado por meio da Delegacia Online. Somente em 2026, foram identificados mais de 50 registros. Somados aos realizados em 2025, o número ultrapassa 100 ocorrências.

A análise dos registros revelou que a grande maioria das comunicações tinha mulheres como alvo, com imputações de crimes como ameaça, calúnia e outras condutas potencialmente criminosas.

No aprofundamento das investigações, a Polícia Civil identificou relatos de mulheres que afirmaram ter sofrido violência física, psicológica e ameaças por parte do investigado.

Conforme apurado, o homem entrava em contato com as vítimas por meio de aplicativos de relacionamento e redes sociais, apresentando-se como um músico famoso. Em alguns casos, havia encontros presenciais; em outros, o contato permanecia restrito ao ambiente virtual.

De acordo com os relatos colhidos, quando as mulheres tentavam encerrar o relacionamento ou interromper o contato, passavam a receber ameaças de morte e, em determinadas situações, eram vítimas de extorsão, calúnia e agressões físicas.

Ainda segundo a investigação, após algumas vítimas procurarem as autoridades policiais para denunciar as violências sofridas e solicitar medidas protetivas, o investigado registrava ocorrências contra elas, supostamente com informações falsas e com o objetivo de intimidá-las e submetê-las a violência psicológica.

A investigação também identificou relatos de mulheres que, por medo de represálias, não quiseram prestar declarações formais. Algumas relataram ter recebido ameaças extremamente graves, inclusive afirmações de que mereceriam ser vítimas de feminicídio.

Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado. Segundo as informações da investigação, o pedido recebeu manifestação favorável do Ministério Público e foi deferido pelo Poder Judiciário.

Na manhã desta sexta-feira, enquanto a Polícia Civil aguardava a expedição do mandado de prisão, o investigado compareceu à Delegacia de Polícia de Butiá, alegando que desejava registrar uma ocorrência contra uma mulher residente em Canoas. Segundo sua versão, ela teria praticado autolesão e o estaria acusando injustamente.

Durante consultas aos sistemas policiais, os agentes identificaram um registro realizado pela mulher em 22 de outubro. Nele, ela relatava que, após um breve relacionamento, tentou encerrar o contato com o investigado, ocasião em que teria sido agredida e teve imagens íntimas divulgadas sem seu consentimento.

Diante das circunstâncias verificadas, o homem foi autuado em flagrante pelos crimes de denunciação caluniosa e violência psicológica contra a mulher.

Orientação às vítimas

A Polícia Civil orienta que mulheres que tenham sido vítimas de violência, ameaças, intimidação ou outras condutas atribuídas a um homem que se apresenta como “Tiago, músico” procurem a delegacia de polícia mais próxima para registrar os fatos e apresentar eventuais provas.

As vítimas podem buscar atendimento mesmo que os episódios tenham ocorrido pela internet ou em outros municípios. Mensagens, capturas de tela, áudios e demais registros podem contribuir para a investigação. Recomenda-se preservar os materiais originais, sempre que possível.

A Polícia Civil reforça a importância da denúncia e do acolhimento das vítimas, garantindo que os relatos sejam tratados com seriedade e que as medidas cabíveis sejam avaliadas pelas autoridades competentes.

Após os procedimentos legais, o preso permanecerá à disposição do Poder Judiciário.


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