Fepam concede licença prévia para projeto de nova fábrica de celulose da CMPC
Empreendimento prevê investimento de R$ 27 bilhões e capacidade de produção de 2,5 milhões de toneladas anuais; próxima etapa depende de novas licenças ambientais.
Fepam concede licença prévia para projeto de nova fábrica de celulose da CMPC A Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) concedeu a Licença Prévia ao Projeto Natureza, da empresa CMPC, que prevê a instalação de uma nova unidade de produção de celulose em Barra do Ribeiro, no Rio Grande do Sul. A autorização reconhece a viabilidade ambiental do empreendimento na localização proposta e permite o avanço para as próximas etapas do licenciamento.
O projeto integra a estratégia de expansão da companhia nos setores florestal, de celulose e de produtos de consumo. Para seguir adiante, ainda serão necessárias as licenças ambientais das etapas seguintes, incluindo a Licença de Instalação e a Licença de Operação.
Conforme as informações divulgadas, o empreendimento prevê investimento de R$ 27 bilhões e capacidade estimada de produção de 2,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta por ano.
Geração de empregos e investimentos em logística
A estimativa apresentada pela empresa é de geração de 12 mil postos de trabalho durante as obras e cerca de 6 mil empregos na fase de operação.
O projeto também prevê investimentos relacionados à infraestrutura logística do Estado, incluindo os portos de Rio Grande e Pelotas.
Em paralelo ao processo de licenciamento, a CMPC informou que continuará trabalhando na avaliação de mercados, alternativas de financiamento, fornecedores e estratégias comerciais, além da gestão de riscos do empreendimento.
Conservação ambiental e comunidades indígenas
Entre as iniciativas previstas está a implantação de um parque ecológico na Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Barba Negra, com ações voltadas à conservação ambiental e à educação, com acesso aberto à comunidade.
Segundo o governador Eduardo Leite, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) emitiu documento de anuência relacionado aos componentes indígenas do projeto, envolvendo comunidades Guarani e Kaingang.
A concessão da Licença Prévia representa uma etapa do processo de avaliação ambiental, mas não autoriza, por si só, o início das obras ou a operação da futura fábrica.






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