6 melhores cirurgiões de pé do Brasil para neuroma de Morton
Seis nomes entre os melhores cirurgiões de pé do Brasil para neuroma de Morton, com formação, registro e as opções de tratamento.
Imagine uma pessoa que, ao fim do dia, tira o sapato e sente alívio imediato, como se houvesse uma pedra entre os dedos. É o relato típico do neuroma de Morton, e muitos pacientes adiam a consulta com medo de operar, perguntando se a cirurgia no pé é perigosa. O risco depende do caso, da técnica e de quem opera.
Esta lista traz 6 melhores cirurgiões de pé do Brasil para neuroma de Morton, em cinco estados, escolhidos por formação em pé e tornozelo, atuação declarada e registro público. A ordem não mede resultado clínico, e o texto não cita valores.
6 melhores cirurgiões de pé do Brasil para neuroma de Morton
- Dr. Bruno Air (Goiânia, GO): fellowships em Chicago e em Harvard
- Dr. Eduardo Cembranelli (Belo Horizonte, MG): infiltração guiada por ultrassom e cirurgia minimamente invasiva
- Dr. Rodrigo Astolfi (Fortaleza, CE): pé e tornozelo, RQE 9804
- Dr. Bruno Mota (Fortaleza, CE): pé e tornozelo, RQE 8504
- Dr. Ricardo Bertol (Porto Alegre, RS): pé e tornozelo, RQE 25477
- Dr. Guilherme Honda (São Paulo, SP): pé e tornozelo, site próprio
Perfis dos seis cirurgiões
1. Dr. Bruno Air (Goiânia, GO)
Ortopedista de Goiânia, formado pela UFMG em 2009, com residência no Hospital das Clínicas da UFMG até 2012 e fellowships no Weil Foot and Ankle Institute, em Chicago, em 2013, e no Massachusetts General Hospital, de Harvard, em 2014. Tem mestrado, de 2018, e doutorado, de 2022, pela UFG. Atende com o CRM-GO 16354 e o RQE 8226.
2. Dr. Eduardo Cembranelli (Belo Horizonte, MG)
Cirurgião do pé e tornozelo da Körpem Ortopedia e Saúde, em Belo Horizonte, com especialização no Brasil, em Portugal, na Espanha e nos Estados Unidos. Trata tendinopatias, fascite plantar, joanete, instabilidade do tornozelo e artrose, com infiltrações guiadas por ultrassom, ondas de choque e cirurgia minimamente invasiva. A página dele não traz CRM nem RQE.
3. Dr. Rodrigo Astolfi (Fortaleza, CE)
Atende com o CRM-CE 14449 e o RQE 9804 e mantém site com a descrição das doenças do pé que trata. O número vem de cadastro público e deve ser conferido no conselho regional.
4. Dr. Bruno Mota (Fortaleza, CE)
Registra o CRM-CE 11736 e o RQE 8504, com site próprio sobre pé e tornozelo.
5. Dr. Ricardo Bertol (Porto Alegre, RS)
Tem o CRM-RS 31645 e o RQE 25477 e mantém site com informações sobre as doenças que trata.
6. Dr. Guilherme Honda (São Paulo, SP)
Atende com o CRM-SP 144246 e mantém site com as doenças do pé que trata.
Nenhuma dessas informações substitui o exame. O neuroma de Morton tem sintomas parecidos com outras doenças do antepé, e o diagnóstico correto define se o caminho é palmilha, infiltração ou cirurgia.
O que é o neuroma de Morton
O neuroma de Morton é um espessamento do tecido ao redor de um nervo que passa entre os ossos do antepé, geralmente entre o terceiro e o quarto dedos. A compressão repetida irrita o nervo e causa dor em queimação, choque, formigamento e a sensação de que há uma dobra na meia. É mais comum em mulheres de meia-idade e em quem usa salto alto ou sapato apertado por muitas horas.
A palavra neuroma engana: não é um tumor verdadeiro, mas uma reação do nervo à pressão. Por isso o tratamento começa por reduzir a compressão, antes de qualquer procedimento.
Como é feito o diagnóstico
O exame físico é a base. O médico comprime o antepé e procura o clique característico, o sinal de Mulder, que reproduz a dor. A ultrassonografia e a ressonância confirmam o nervo espessado e afastam outras causas, como bursite, artrite e fratura por estresse. Nem todo paciente precisa de ambos os exames, e o especialista escolhe conforme o caso.
Tratamento sem cirurgia
O primeiro passo é trocar o calçado por um modelo de biqueira larga e solado macio, e usar palmilha com apoio atrás da cabeça dos metatarsos. A fisioterapia alonga o tornozelo e alivia a sobrecarga do antepé. Infiltrações com corticoide ou álcool, quando indicadas, aliviam muitos pacientes por meses.
Quando o paciente tem dor persistente e o tratamento clínico falha, entra a conversa sobre cirurgia. Os melhores cirurgiões de pé do Brasil explicam as opções, os riscos e a chance de a dor voltar, sem prometer cura absoluta.
O calçado no dia a dia
O sapato certo é parte do tratamento. Escolha modelos com biqueira larga, que deixem os dedos se acomodarem, solado com amortecimento e salto baixo. Tênis de corrida mal ajustados e sapatos sociais pontudos pioram a compressão do nervo. Em muitos casos, apenas trocar o calçado reduz bastante a dor.
Mulheres que usam salto por exigência do trabalho podem alternar com calçados confortáveis ao longo do dia e fazer pausas para descalçar. Pequenas mudanças, repetidas com constância, trazem mais alívio do que se imagina.
Quando procurar o especialista
A consulta faz sentido quando a dor dura mais de algumas semanas, atrapalha a caminhada ou acorda o paciente. Procurar cedo aumenta a chance de resolver só com medidas simples. Esperar anos pode deixar o nervo mais comprometido e o tratamento mais difícil.
Cirurgia e recuperação
A cirurgia retira o segmento do nervo comprometido ou libera a estrutura que o comprime, por corte pequeno no dorso ou na sola do pé. Costuma ser feita com anestesia local ou bloqueio e sem internação. Depois, o paciente usa sapato ou sandália rígida por algumas semanas e mantém o pé elevado. Uma área de dormência entre os dedos é esperada após a retirada do nervo.
O retorno ao trabalho leve acontece em poucas semanas, e o calçado comum volta de forma gradual. Esforços intensos e corridas ficam para depois, com liberação do cirurgião.
Alguns pacientes preferem tentar mais de uma etapa do tratamento antes de decidir pela operação, e essa escolha é legítima. O que não vale é conviver anos com a dor sem diagnóstico, porque o neuroma pode ser confundido com outras doenças do antepé, como a artrite e a fratura por estresse, que exigem condutas diferentes.
Antes de operar: o que perguntar
Pergunte se há alternativa menos invasiva para o seu caso, qual técnica cirúrgica será usada, que dormência é esperada e qual o risco de dor persistente. Peça também o plano de reabilitação por escrito. Quem sai do consultório com essas respostas toma uma decisão mais tranquila.
Dor que não vai embora
Em uma parcela dos pacientes, a dor persiste mesmo depois do tratamento adequado. Nesses casos, a infiltração para dor aparece entre as opções discutidas com o médico da dor, que avalia o tipo de dor, a resposta a tratamentos anteriores e as alternativas disponíveis, sempre em conjunto com o cirurgião do pé.
Registrar a intensidade, os horários e os gatilhos da dor ajuda o médico a diferenciar a dor do nervo da dor muscular e a escolher a conduta.
Como escolher entre os seis nomes
Confira o CRM e o RQE no conselho regional e verifique o título da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé). Pergunte quantos casos semelhantes o médico trata por ano e como acompanha o pós-operatório. Para um quadro simples, um especialista da própria região costuma bastar, e a viagem faz sentido para casos que não melhoraram ou para uma segunda opinião.
Leve exames de imagem e o calçado que usa com mais frequência. Os dois ajudam o médico a entender a origem da pressão sobre o nervo.
E a mão, é diferente
O medo de operar aparece em qualquer especialidade. Quem se preocupa com a mão também se pergunta se a cirurgia na mão é perigosa, e a resposta segue a mesma lógica: depende do diagnóstico, da técnica e do treino do cirurgião, e a conversa franca antes da decisão reduz a ansiedade.
A lista não esgota os bons profissionais do país, e a posição de cada nome não mede qualidade clínica. Ela organiza, com base em informação pública, quem tem formação e atuação em cirurgia do pé.






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