Eduardo Leite e Luciano Zucco iniciam transição de governo no RS
Primeira reunião ocorreu no Palácio Piratini nesta sexta-feira; cronograma prevê encontros semanais por áreas e entrega de relatório com informações da administração estadual
Processo prevê compartilhamento de informações para assegurar continuidade das políticas públicas e dos serviços estaduais O governador Eduardo Leite recebeu, nesta sexta-feira (09/10), o governador eleito Luciano Zucco e integrantes das equipes de transição para dar início aos trabalhos de transferência de governo no Rio Grande do Sul. O encontro ocorreu no Palácio Piratini, em Porto Alegre, e marcou a primeira reunião presencial entre os dois desde o resultado das eleições.
O processo prevê o compartilhamento de informações sobre a administração estadual para garantir a continuidade dos serviços públicos e das políticas em andamento. A proposta também estabelece um calendário de reuniões, a divisão dos assuntos por áreas temáticas e mecanismos para facilitar o acesso aos dados do governo.
Leite destacou a importância de conduzir a mudança de gestão com transparência e respeito à decisão das urnas.
— Queremos conduzir essa passagem de bastão com tranquilidade e de forma republicana. É uma demonstração da maturidade institucional, com respeito à decisão das urnas e às necessidades da nossa população — afirmou.
Zucco agradeceu pela disposição do atual governo em colaborar com a transição e avaliou positivamente a organização dos trabalhos.
— O Rio Grande do Sul realmente mostra uma maturidade, não só para o Estado, mas para o Brasil, de uma transição muito efetiva — declarou o governador eleito.
Cronograma da transição
A proposta apresentada por Leite prevê reuniões semanais organizadas em seis eixos: Segurança Pública; Gestão e Finanças Públicas; Meio Ambiente, Infraestrutura e Mobilidade Urbana; Políticas Sociais; Desenvolvimento Econômico; e Plano Rio Grande e Resiliência.
A instalação do escritório da Comissão de Transição está prevista para os dias 13 ou 14 de outubro, quando também deverá ser apresentado um panorama geral da situação do Estado. As reuniões por áreas temáticas devem começar em 19 de outubro, enquanto a entrega do chamado Livro de Transição está programada para 26 de outubro.
O documento reunirá informações sobre a estrutura dos órgãos estaduais, programas e projetos desenvolvidos entre 2023 e 2026, resultados alcançados e iniciativas em andamento. Também deverá apresentar dados sobre orçamento, contratos, licitações, obras, riscos e decisões prioritárias.
Equipes de trabalho
Pelo atual governo, a articulação política ficará sob responsabilidade do secretário-chefe da Casa Civil, Ranolfo Vieira Júnior. A coordenação técnica será conduzida pela secretária de Planejamento, Governança e Gestão, Danielle Calazans. O procurador-geral do Estado, Eduardo Cunha da Costa, auxiliará nas questões jurídicas e legislativas.
A equipe indicada por Zucco será coordenada por Leonardo Pascoal, atual secretário municipal de Educação de Porto Alegre. Também integram o grupo César Schirmer, secretário de Planejamento da Capital; Leandro Sonne, coordenador da bancada do Republicanos na Assembleia Legislativa; o empresário Alencar Capucci; e o assessor legislativo Norton Baum.
Os trabalhos da equipe do governador eleito serão realizados no Edifício Guaíba, no bairro Praia de Belas, em Porto Alegre. A estrutura disponibilizada terá 65 estações de trabalho, quatro gabinetes e salas para reuniões e governança.
A partir de terça-feira (13/10), Zucco também deverá cumprir uma agenda de encontros institucionais na Casa do Diálogo, instalada no Instituto Caldeira. Estão previstas reuniões com ex-governadores, representantes de entidades, lideranças de diferentes setores e profissionais da imprensa.
Regras para a transição
O processo seguirá as normas do Decreto Estadual 56.725/2022 e da Lei Estadual 15.935/2023. Conforme as regras apresentadas pelo governo, a Comissão de Transição deve ser constituída em até 15 dias úteis após a homologação oficial do resultado eleitoral pela Justiça Eleitoral.
Os trabalhos devem seguir até a posse do governador eleito. A organização busca assegurar que a nova gestão tenha acesso às informações necessárias para planejar as primeiras decisões e dar continuidade aos serviços e às políticas públicas estaduais.






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