Rio Grande do Sul registra avanço no Ideb e supera média nacional no Ensino Médio
Resultados do Ideb 2025 mostram crescimento em todas as etapas da Educação Básica; Estado alcançou desempenho igual ou superior à média do país e teve um dos maiores avanços na rede estadual
Resultados do Ideb 2025 mostram crescimento em todas as etapas da Educação Básica; Estado alcançou desempenho igual ou superior à média do país e teve um dos maiores avanços na rede estadual O Rio Grande do Sul apresentou evolução em todas as etapas da Educação Básica no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2025, divulgado nesta quarta-feira (5) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os resultados colocam o Estado com desempenho igual ou superior à média nacional, com destaque para o Ensino Médio, que registrou um dos maiores avanços do país.
O Ideb é considerado o principal indicador da qualidade da educação brasileira e combina o desempenho dos estudantes nas provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que avaliam conhecimentos em Língua Portuguesa e Matemática, com os índices de aprovação escolar das redes pública e privada.
Estado cresce em todas as etapas
Nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), o Rio Grande do Sul alcançou nota 6,3, igualando a média nacional e superando o resultado de 2023, quando havia obtido nota 6,0.
Nos Anos Finais do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), o índice estadual passou de 4,9 para 5,4, ficando acima da média brasileira, que foi de 5,3.
O maior destaque, porém, ficou com o Ensino Médio. O Ideb gaúcho subiu de 4,2 para 4,9, enquanto a média nacional avançou de 4,3 para 4,5, colocando o Estado entre os melhores desempenhos do país nessa etapa.
Rede estadual teve um dos maiores avanços do Brasil
Considerando apenas a rede estadual de ensino, o Ideb do Ensino Médio no Rio Grande do Sul passou de 3,9 para 4,7 entre 2023 e 2025. O crescimento foi um dos maiores registrados entre as redes estaduais brasileiras, ao lado do Rio Grande do Norte.
O desempenho foi impulsionado pela melhora nas notas do Saeb. Em Matemática, a média dos estudantes do 3º ano do Ensino Médio passou de 281,17 para 291,53 pontos. Em Língua Portuguesa, o avanço foi de 286,15 para 297,09 pontos.
Outro indicador que contribuiu para o resultado foi o aumento da taxa de aprovação, que passou de 82,7% para 91,9%, representando uma recuperação significativa em relação aos últimos anos.
Progressão parcial ajudou a reduzir reprovações
Segundo dados da Secretaria Estadual da Educação (Seduc), mais de 9,4 mil estudantes da rede estadual conseguiram avançar de série mesmo tendo sido reprovados em até quatro disciplinas, por meio da política de progressão parcial implantada em 2025.
A medida reduziu o índice de reprovação na rede estadual. Sem essa estratégia, cerca de 6,7% dos alunos teriam repetido o ano letivo. Com a progressão parcial, esse percentual caiu para 5,2%.
Ensino Fundamental também apresentou evolução
Nos Anos Iniciais, além do crescimento da nota geral para 6,3, os estudantes gaúchos também melhoraram o desempenho nas avaliações do Saeb. Em Matemática, a média passou de 229,02 para 234,94 pontos, enquanto em Língua Portuguesa houve aumento de 218,40 para 222,25 pontos. A taxa de aprovação subiu de 95,8% para 96,9%.
Já nos Anos Finais, o avanço foi de 4,9 para 5,4 no Ideb. As notas em Matemática cresceram de 261,98 para 271,58 pontos, enquanto em Língua Portuguesa passaram de 265,09 para 273,41 pontos. A taxa de aprovação aumentou de 90,7% para 93,9%.
País avança, mas metas ainda não são alcançadas
Embora os resultados indiquem recuperação em relação às avaliações anteriores, o Brasil ainda não atingiu todas as metas previstas pelo Plano Nacional de Educação (PNE).
Em 2025, a meta para os Anos Iniciais do Ensino Fundamental foi superada, com média nacional de 6,3 diante da meta de 6,0. Já nos Anos Finais, o país registrou nota 5,3, abaixo da meta de 5,5. No Ensino Médio, a média nacional ficou em 4,5, distante da meta de 5,2.
Especialistas avaliam que os resultados mostram recuperação dos impactos provocados pela pandemia, mas destacam que ainda há desafios para elevar os níveis de aprendizagem, especialmente em Matemática e Língua Portuguesa no Ensino Médio, aproximando o desempenho brasileiro dos padrões observados em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).






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