Obras em escola estadual suspendem aulas para 549 estudantes em Butiá
Reforma no prédio foi agravada pelas chuvas e deixou a estrutura sem condições de receber alunos devido ao risco de acidentes
Reforma no prédio foi agravada pelas chuvas e deixou a estrutura sem condições de receber alunos devido ao risco de acidentes O retorno às aulas da rede estadual, nesta segunda-feira (3), não ocorreu para os 549 estudantes da Escola Estadual Visconde de Mauá, em Butiá. A instituição teve as atividades presenciais suspensas em razão das condições da estrutura, afetada por obras e pelas fortes chuvas registradas nas últimas semanas.
A escola passa por uma reforma desde 31 de março para solucionar problemas de infiltração. Até o início do recesso escolar de inverno, as atividades eram mantidas normalmente. No entanto, durante as férias, o telhado de três salas de aula foi removido e a sequência de dias chuvosos provocou danos significativos ao prédio.
Segundo a diretora da escola, Mônica Pivatto Medeiros, a situação tornou o imóvel inadequado para receber estudantes e servidores.
— Antes, mesmo com algumas telhas danificadas, já enfrentávamos infiltrações. Depois da retirada do telhado, a situação se agravou. Houve danos em diversos espaços da escola e hoje há risco de choque elétrico, infiltrações e até de desprendimento de partes do teto — relatou.
Na semana passada, a direção da instituição comunicou a situação à 12ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) e solicitou o adiamento da retomada das aulas, além da interdição temporária do prédio. Nesta segunda-feira, representantes da escola e da Coordenadoria se reuniram com pais e responsáveis para explicar o cenário e apresentar as medidas que estão sendo avaliadas.
Busca por espaços alternativos
A principal dificuldade, segundo a direção, é encontrar locais que possam receber os estudantes enquanto a reforma é concluída. A Prefeitura de Butiá e a 12ª CRE têm prestado apoio à comunidade escolar na busca por alternativas.
A Escola Estadual Visconde de Mauá possui 87 anos de história e atende alunos do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.
A previsão é de que as obras sejam concluídas até o dia 26 de novembro. Enquanto isso, ainda não há data definida para o retorno das atividades presenciais. Entre as alternativas em análise estão a realização de aulas remotas ou a redistribuição temporária dos estudantes para outros espaços, decisão que deverá ser tomada pela Secretaria Estadual da Educação (Seduc), que fará uma nova avaliação da obra.






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