Região Carbonífera cria 221 empregos com carteira assinada em junho, aponta Caged
Triunfo lidera geração de vagas no mês, enquanto Butiá e Charqueadas também registram saldo positivo; São Jerônimo e Arroio dos Ratos fecharam junho com mais demissões do que admissões
Os números fazem parte do Novo Caged, levantamento mensal do Ministério do Trabalho e Emprego A Região Carbonífera encerrou o mês de junho de 2026 com
saldo positivo de 221 empregos formais, conforme dados do Cadastro Geral de
Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e
Emprego. Ao todo, foram registradas 1.471 admissões e 1.250 desligamentos nos
oito municípios da região.
O levantamento mostra que Triunfo foi o principal
responsável pelo resultado positivo, com a criação de 153 novas vagas,
resultado de 881 contratações e 728 demissões. O município também possui o
maior estoque de empregos formais da região, com 16.201 trabalhadores com
carteira assinada.
Na sequência aparecem Butiá e Charqueadas, ambos com saldo
positivo de 36 empregos. Em Butiá, foram registradas 146 admissões e 110
desligamentos, enquanto Charqueadas contabilizou 220 contratações e 184
demissões.
Também apresentaram desempenho positivo Minas do Leão, com
saldo de 11 vagas, resultado de 54 admissões e 43 desligamentos, e General
Câmara, que encerrou o mês com duas vagas positivas, após registrar 15
contratações e 13 demissões.
Por outro lado, três municípios fecharam junho com saldo
negativo. São Jerônimo perdeu nove postos de trabalho, com 98 admissões e 107
desligamentos. Em Arroio dos Ratos, o saldo foi de menos sete vagas, após 53
contratações e 60 demissões. Já Barão do Triunfo registrou saldo negativo de uma
vaga, com quatro admissões e cinco desligamentos.

Estoque de empregos
Os dados do Caged também mostram o número de empregos
formais existentes em cada município ao final de junho. No total, a Região
Carbonífera soma 32.716 empregos formais, consolidando um mercado de trabalho
que segue em expansão, impulsionado principalmente pelo desempenho de Triunfo e
pelo crescimento observado em Butiá e Charqueadas.
Os números fazem parte do Novo Caged, levantamento mensal do
Ministério do Trabalho e Emprego que acompanha a movimentação de admissões e
desligamentos de trabalhadores com carteira assinada em todo o país.
Brasil fecha o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos
Agência Brasil - O Brasil fechou o mês de junho com saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada, segundo o Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
O resultado de junho decorreu de 2.220.131 admissões e de 2.074.970 desligamentos.
O Caged é um indicador que mede a diferença entre contratações e demissões.
O estoque de empregos formais no mês passado foi de 48.032.308, o que representa uma variação de 0,30% em relação ao estoque do mês anterior. No acumulado dos últimos 12 meses, o saldo chega a 942.854 empregos.
Todos os cinco grandes agrupamentos apresentaram resultado positivo em junho.
O setor de Serviços fechou o mês com 74.514 postos e a Agropecuária registrou saldo de 22.898 vagas. O Comércio com 19.177, a Indústria ficou com 4.438 postos; a Construção Civil ficou com 14.136 vagas.
No mês passado, a região Sudeste veio na frente na geração de empregos com 70.383 postos, um incremento de 0,29% em relação a maio; o Nordeste, com 34.433 postos (0,43%); Centro-Oeste, com 19.617 postos (0,46%); o Sul com 10.453 postos (0,12%) e o Norte, com 9.633 postos (0,40%).
Entre os estados da federação, 25 tiveram saldo positivo. Em números absolutos, o destaque ficou com São Paulo, com 34.981 postos; Minas Gerais, com 20.805; e Rio de Janeiro, com 16.856 vagas.
Os estados com menor saldo foram o Espírito Santo, que apresentou saldo negativo de 2.259 vagas; Tocantins, também com saldo negativo de 135 postos, e Rondônia, que gerou 108 postos de trabalho.
Proporcionalmente, o destaque ficou para o Amapá, que gerou 1.111 vagas; o Acre, com 980 postos e Mato Grosso, com 8.258 postos.
Salário
O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34. Comparado ao mês anterior, houve um aumento real de R$ 16,90 no salário médio de admissão.
Os jovens de 18 a 24 anos representaram 100.597 vagas nas contratações e os adolescentes até 17 anos, 24.833 vagas. Para o grupo de 25 a 29 anos, o saldo foi de 13.007 vagas e o de 30 anos ou mais, 6.724.
Os trabalhadores de raça/cor parda somaram 106.176 postos, enquanto a branca registrou 28.636 postos e a preta, saldo de 20.199 postos.
Empregos
Apesar do resultado positivo, os números do Caged mostram uma queda em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram criadas 161.999 vagas de emprego.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, credita a queda no número de vagas à política de juros do Banco Central (BC), que contrai a economia.
O BC vem reduzindo em ritmo lento a taxa de juros básica da economia, a Selic. A autoridade monetária, em sua última reunião, fez um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, que ficou em 14,25% ao ano.
“Isso é o comportamento da economia desacelerando e você tem como evidente a contradição dos juros”, avalia Marinho.
O ministro também creditou os números ao tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a diversos produtos brasileiros e aos conflitos internacionais.
“São números positivos levando em consideração os juros que estamos praticando, levando em consequência o tarifaço e as guerras. O tarifaço e principalmente as guerras deram uma mexida no humor do petróleo global”, acrescentou Marinho.






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