Lula afirma que governo está preparado para enfrentar impactos de El Niño severo
Governo federal anuncia reforço de R$ 1,335 bilhão para ações de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos
Governo federal anuncia reforço de R$ 1,335 bilhão para ações de prevenção e resposta a eventos climáticos extremos O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (29) que o governo federal está preparado para enfrentar os possíveis impactos de um evento intenso de El Niño previsto para o segundo semestre de 2026. A declaração foi feita durante reunião ministerial no Palácio do Planalto, que tratou das medidas de prevenção aos efeitos do fenômeno climático.
Segundo Lula, o planejamento antecipado é fundamental para reduzir os impactos de desastres naturais. O presidente ressaltou que, caso o El Niño tenha forte intensidade, o país contará com estrutura para responder às emergências. Se o fenômeno não atingir a gravidade prevista, afirmou, o esforço de preparação terá valido a pena.
Durante o encontro, a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, anunciou um reforço orçamentário de R$ 1,335 bilhão destinado às ações de prevenção e mitigação dos efeitos do El Niño.
Do montante, R$ 998 milhões serão aplicados em iniciativas voltadas ao abastecimento de alimentos, segurança alimentar, saúde pública e monitoramento hidrológico. Outros R$ 337 milhões correspondem aos recursos liberados por meio de crédito extraordinário para ações de prevenção e combate a incêndios florestais.
O governo prevê que os recursos auxiliem no enfrentamento de diferentes impactos climáticos esperados em diversas regiões do país, como o excesso de chuvas na Região Sul, estiagens e queimadas no Norte e Nordeste e o atraso do período chuvoso no Centro-Oeste.
De acordo com projeções de centros internacionais de meteorologia, existe a possibilidade de formação de um El Niño de forte intensidade nos próximos meses. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e pode provocar mudanças significativas no regime de chuvas e nas temperaturas em diferentes partes do mundo.
No Brasil, os principais reflexos costumam incluir aumento das chuvas na Região Sul, períodos de seca em áreas do Norte e Nordeste e alterações no calendário agrícola em diversas regiões do país.






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