Empresários pressionam Senado após aprovação da PEC do fim da escala 6x1
Entidades da indústria defendem adiamento da discussão e senadores avaliam mudanças no texto aprovado pela Câmara
Entidades da indústria defendem adiamento da discussão e senadores avaliam mudanças no texto aprovado pela Câmara Entidades empresariais iniciaram uma articulação junto ao Senado Federal para tentar modificar ou retardar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6x1, aprovada nesta quarta-feira (27) pela Câmara dos Deputados.
Representantes de entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) se reuniram com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendendo que a discussão seja transferida para após as eleições de outubro.
O setor produtivo argumenta que a proposta precisa de mais debate e estudos técnicos sobre os impactos econômicos e trabalhistas da redução da jornada. As entidades também afirmam que diferentes segmentos da economia possuem realidades distintas, o que exigiria negociações específicas entre empregadores e trabalhadores.
Entre as críticas apresentadas pelas lideranças empresariais está a avaliação de que o texto foi aprovado de forma acelerada e sem diálogo amplo com os setores econômicos. A preocupação envolve possíveis reflexos nos custos das empresas, na produtividade e na organização das jornadas de trabalho.
Nos bastidores do Senado, a tendência é de que a proposta passe por alterações antes de eventual aprovação. Conforme informações divulgadas por veículos nacionais, integrantes da Casa avaliam que o Senado deve “imprimir marca própria” ao texto, evitando apenas confirmar a redação aprovada pelos deputados.
Até o momento, não há definição sobre um calendário para votação da PEC no Senado. A avaliação de parlamentares é de que a tramitação poderá ser influenciada pelo cenário eleitoral, já que parte dos senadores estará envolvida nas disputas estaduais deste ano.
A proposta aprovada pela Câmara prevê mudanças graduais na jornada semanal de trabalho, com período de transição até a implementação completa do novo modelo.





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