MARCELO NORONHA | Inclusão e Inovação: Lições da Mostra de Ciência e Tecnologia do IFSul
Reflexão e transformação social. Os projetos apresentados pelos alunos são apenas exercícios acadêmicos, mas verdadeiros laboratórios de ideias que podem- e deveriam- inspirar políticas públicas, sobretudo quando pensamos em soluções para os desafios da v
A mostra de Ciência e Tecnologia do IFSul de Charqueadas reafirma, a cada edição, o papel essencial da educação pública como espaço de criação, reflexão e transformação social Marcelo Noronha*
Os projetos apresentados pelos alunos não são apenas exercícios acadêmicos, mas verdadeiros laboratórios de ideias que podem- e deveriam - inspirar políticas públicas, sobretudo quando pensamos em soluções para os desafios da vida contemporânea
A mostra de Ciência e Tecnologia do IFSul de Charqueadas reafirma, a cada edição, o papel essencial da educação pública como espaço de criação, reflexão e transformação social. Os projetos apresentados pelos alunos não são apenas exercícios acadêmicos, mas verdadeiros laboratórios de ideias que podem- e deveriam- inspirar políticas públicas, sobretudo quando pensamos em soluções para os desafios da vida contemporânea. É fundamental que os poderes executivos se abram para esse diálogo, reconhecendo que ali estão sementes de novas tecnologias e de práticas que podem melhorar tanto o campo educacional quanto o cotidiano das pessoas, em áreas decisivas para uma vida mais sustentável e mais humana.
Entre tantos trabalhos relevantes, um me chamou especialmente a atenção: a pesquisa sobre a inclusão social nas redes sociais elaborado pelos alunos Vitor Soares e Agatha Nogueira com a orientação da professora Sharon Melchiors (foto abaixo). O estudo traz uma conclusão que merece ser ouvida com seriedade: não basta apenas criar acessibilidade, é preciso naturalizar a inclusão, torná-la parte orgânica do ambiente digital. Isso significa valorizar conteúdos inclusivos, incentivar plataformas a adotar políticas mais efetivas, estimular marcas a se comprometerem com diversidade e, sobretudo, engajar usuários em uma mudança cultural que abrace a pluralidade.
Esse tipo de trabalho nos lembra que ciência e tecnologia não se limitam a máquinas, códigos ou experimentos em laboratórios. Elas também se expressam em debates sobre convivência, cidadania e respeito. E quando jovens estudantes são capazes de levantar essas questões com tamanha clareza, o mínimo que podemos fazer é ouvir, apoiar e reconhecer que o futuro pode- e deve- ser construído a partir de ideias que nascem dentro da sala de aula.


(*) Jornalista






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