Seja bem-vindo
São Jerônimo, RS,01/10/2026

  • A +
  • A -
Publicidade

João Adolfo Guerreiro

JOÃO ADOLFO GUERREIRO | A minha São Jerônimo mais querida

Um abração pelos seus 165 anos

Arquivo Pessoal
JOÃO ADOLFO GUERREIRO | A minha São Jerônimo mais querida

João Adolfo Guerreiro

A minha São Jerônimo, inicialmente, é a memória dos desfiles de Carnaval. Vínhamos da Colônia no JK verde do pai assistir. E havia um restaurante muito bom no Centro, que o velho A D O R A V A, mas esqueci do nome.

Pra um guri charqueadense da Colônia, Charqueadas era outra cidade e São Jerônimo outro país, uma terra distante - General Câmara, outro planeta; Porto Alegre, o Paraíso. Meu mundo era pequeno e amado, mas vez ou outra visitávamos cidades e países vizinhos. Minha São Jerônimo passou a ser depois o monstro opressor de Charqueadas, da qual desejava se emancipar. Eu também achava Charqueadas um monstro opressor, queria a emancipação da Colônia.

Com o tempo fui mudando e a minha São Jerônimo virou uma outra cidade da região, com coisas legais pra se fazer e que dava pra ir de bicicleta. Sim, minha primeira grande aventura na vida foi matar aula no Cruz de Malta e ir escondido pra São Jeo de bicicleta, junto com minha turma da Cohab. Uma vez roubei um suco de uva num bar perto da rodoviária e quase me me dei muito mal, terminando ali minha carreira no crime.

Uma coisa legal de São Jeo era a balsa e a barca que atravessavam o rio pra Triunfo. Como fui criado na Colônia, a largura do Jacuí não me impressionava, mas atravessar pro outro lado era um barato. E também ver como o pessoal usufruia da praia, mas bah, séculos na frente do que era na Colônia e em Charqueadas. Em primeiro lugar, tinha uma larga faixa de areia, além do calçadão, do campo, dos bares.

Ah, sempre teve o hospital, né? Mas eu era jovem e não recordo de ter ido nele alguma vez. Já no quartel da brigada sim, pois o pai trabalhou ali um tempo. Do quartel eu gostava. E da Rádio AM 1240, onde fiz um programa por uns quatro meses, sábados pela manhã, no início nicio dos 1990. Hoje gosto de ir no Bonatto Center, tem uma livraria, a Lua de Papel, e uma cafeteria por lá. Antes havia uma outra livraria, a Santos, que era o máximo, com ótimo acervo e com a senhora que era proprietária, muito legal, E X C E L E N T E papo. Guardo boas lembranças de minhas idas.

Um lugar onde curto muito estar é no Tempero Literário, uma experiência gastronômica e literária sempre única. Nos dois últimos anos, por ideia minha, encerramos o Sarau Literário de Charqueadas com um jantar no Tempero. Todavia, nada considero tão meu em São Jerônimo quanto os seus jornais. A minha São Jerônimo são as páginas dos jornais onde escrevi e escrevo. Aliás, comecei e continuo na imprensa jeronimense, não na charqueadense.

Meu primeiro artigo publicado foi no A Semana, do argentino Alejandro, intitulado As viúvas da Ditadura. Depois contribuí por muitos anos com o A Região, do Mano e do André. Ainda na época do jornal impresso, vim pro Portal de Notícias, do Marcos, pra onde migrei pro online e pra escrita diária - antes era semanal. Logo, a minha São Jerônimo mais querida é a sua imprensa. Tanta gente, tanta alegria, bah, marcou e marca demais a minha vida.

E era isso, São Jerônimo: uma pequena crônica só pra te dizer FELIZ ANIVERSÁRIO em seus 165 anos. Abração.




COMENTÁRIOS

LEIA TAMBÉM

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.