João Adolfo Guerreiro
JOÃO ADOLFO GUERREIRO | O primo Outono
Chega e toma uma cuia, vivente
Chega e toma uma cuia, vivente João Adolfo Guerreiro
Vai-se o Verão, em seus estertores. Espero que, junto, leve consigo os inóspitos e insuportáveis calorões.
Eis o Outono! Daqui umas duas horas, quinze pro meio-dia, ele entra, tornando dias e noites iguais até chegar a Longa Noite de São João. O primo Outono, aquele que anuncia nosso irmão Inverno. Sou invernal. A D O R O inverno. Não sou o único: entre o frio e o calor, as pessoas preferem o frio. Compartilhei uma enquete em meu Facebook e o placar foi Frio 15 x 9 Calor. Na postagem original, de Wellington Luã, o placar foi 163 x 51! As redes sociais não dizem a verdade, mas, nesse caso, não mentiram: as pessoas preferem o frio e, sendo assim, gostam do primo Outono que chega.
O espirito do Outono toma o Hemisfério Sul. Idosos e bichos acordam mais dispostos e felizes pro chimarrão matinal. Acordo mais disposto física, emocional e mentalmente pra escrita. Cronicar no Outono é um cronicar mais refrescante. A perspectiva pelo Outono é tão benfazeja que Inter e Grêmio venceram pela mesma rodada do Brasileiro, deixando todos alegres em Porto Alegre. O Outono e Porto Alegre são demais.
Chega Outono, pra uma vanera ser tocada na praça central e o gaiteiro soar sem suar. Suar dá asa que não serve pra voar. Viram? Tudo a ver, né? O inferno é quente e tem o Diabo lá; a Lapônia é fria e nela mora o Papai Noel, o idoso bondoso que dá presente pras crianças. Viram? Tudo a ver, também.
Calor, que horror; frio, viva o Brasil! Vem, primo Outono, te aprochega pra matear conosco.
Um bom primeiro findi de Outono pra todos. Cuidem-se, vacinem-se, vivam, outonem e fiquem com Deus.
PS - A crônica é minha, uso letra maiúscula onde quiser, pelos motivos e sentidos literários que me apetecem, queridos gramáticos.




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