João Adolfo Guerreiro
JOÃO ADOLFO GUERREIRO | A aia
Ontem ela apareceu no debate
João Adolfo Guerreiro
Ontem ela apareceu no debate. Quem? A aia, oras. Quem mais haveria de ser? Afinal, era sobre o livro dela, por ela mesmo indicado, que debatíamos: O Conto da Aia. E tratava-se de uma aia grávida, logo, uma aia vitoriosa e invejada em Gilead por esposas, tias, marthas, econoesposas e outras aias.
Toda faceira e toda de vermelho, como sempre, a aia não cabia em si de contentamento. Sorria e falava a aia na noite passada, na Bblioteca Municipal Romeu Lombardi, na Estação Cidadania Jorge Afre, lá na Cohab. Ah, sem essa, eu posso chamar a Cohab de Cohab, fui criado lá desde o início da vila. Bairro Sul América, respeito, mas é para neófitos.
Ah, nossa aia não é uma neófita, já vai para o terceiro bebê. O bebê da aia. Literalmente da aia, pois, literariamente, na distopia de Margaret Atwood, seria do comandante e da sua esposa. Mas não estávamos na totalitária e misógina República de Gilead, mas sim na Romeu Lombardi. Até por isso sabemos o seu nome, coisa que no livro não acontece.
A nossa aia é a ativista e blogueira literária Elizabeth Kappel, charqueadense mãe da preciosa Ágata, que logo logo verá as luzes do sol e da lua numa sociedade livre e democrática. Beth, como chamamos nossa aia, possui o Bússola Literária, onde faz "curadoria literária, através de resenhas despretensiosas, viajantes convidados, leituras e muito+". Passem por lá, via Instagram: Bússola Literária.
PRÓXIMAS LEITURAS - Para abril leremos no Clube do Livro de Charqueadas o clássico pioneiro do romance de não-ficção: A sangue frio, de Truman Capote. E em maio comemoraremos os 70 anos do lançamento do icônico e magistral Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa. Falarei sobre esses dois livros nas próximas semanas.





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