Vereadores pedem abertura de CPI para investigar reforma da antiga prefeitura de São Jerônimo
Com orçamento de cerca de R$ 600 mil, as obras estão paradas porque o local não seria adequado para abrigar uma escola
Obra de reforma do prédio estão paralisadas Atualizado em 25/06/2018 às 23h43min
Nesta segunda-feira, 25, deverá ser deferido pela
Câmara de Vereadores de São Jerônimo o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar
de Inquérito (CPI) para investigar suspeita de irregularidades na reforma do
palácio Carlos Alfredo Simch, antiga sede da prefeitura municipal.
O pedido, assinado pelos vereadores Amaro
Jerônimo Vanti Azevedo (PDT), Alan Menezes de Souza (PSDB), Elisa Mara Roque de
Souza (PTB) e Gilnei Ventura (SD), foi protocolado na última segunda-feira, 18.
De acordo com o vereador Amaro Vanti Azevedo, o
objetivo é apurar por quais motivos a obra está parada, qual a origem dos
recursos, quanto foi investido até o momento, quem executou as obras e,
principalmente, saber se a reforma vai continuar ou não.
- O prefeito Evandro (Heberle) vai continuar (a
obra)? O Município está com diversos prédios alugados e tem aquele prédio ‘parado’
ali na esquina. Precisamos averiguar, respingue em quem tiver que respingar: no
Evandro (Heberle), no ex-prefeito (Marcelo Schreinert), em seja lá que for. Precisamos
abrir a CPI para averiguar os fatos. Se houver irregularidades, que responda
quem tiver que responder – destaca o vereador, que espera apoio dos demais
vereadores e da Presidência da Casa.
Segundo o ex-prefeito Marcelo Schreinert, a obra
foi denunciada várias vezes pela oposição e toda a documentação foi enviada para a Câmara de Vereadores e, também, ao Ministério Público.
- Queriam atitude, que fizéssemos a obra, que é
licitada, tem contrato e foi executada. A contrariedade do prefeito em executar
a obra é uma posição dele. Há dificuldade de atendimento às nossas crianças com
falta de vagas e aquela escola iria acabar com esta dificuldade. Duvido da intenção
do vereador. Na realidade, me parece querer uma desculpa ou culpado para o não
andamento da obra. Nada que vem do referido vereador pode-se dizer que parte
dele, mas sim há interesses que o tempo irá demonstrar. Algo por trás o está motivando,
pois todos os esclarecimentos foram dados à Câmara de Vereadores e ao
Ministério Público, quando da execução da obra, por conta das denúncias da
época. A realidade é que faltam vagas e a escola é só concluir e terá mais de
200 vagas. Uma tristeza, as janelas estão ao tempo e a construção abandonada –
disse Schreinert.
A obra
Licitada em 2015, a reforma iniciou em janeiro de 2016, na administração
do prefeito Marcelo Schreinert (PP), e tinha um investimento previsto de
aproximadamente R$ 600 mil para transformar o prédio, que estava abandonado há
alguns anos, em uma escola de ensino fundamental. Foram realizadas diversas
melhorias, como a troca do telhado, substituição da laje do segundo piso e colocação
de aberturas novas. Com a mudança de governo, a obra foi paralisada porque,
segundo informações, o local não seria adequado para receber uma escola.






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