Inflação oficial sobe 0,82% em setembro, aponta IBGE
Em Porto Alegre, IPCA supera a média nacional e chega a 0,96% no mês
Em Porto Alegre, IPCA supera a média nacional e chega a 0,96% no mês O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou nesta sexta-feira, 9, que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,82% em setembro, depois de recuar 0,32% em agosto. No ano, o índice acumula alta de 3,95% e, os últimos 12 meses, chega a 4,58%, acima dos 4,22% do período anterior. Em setembro de 2025, a variação havia sido de 0,48%.
Em Porto Alegre, o IPCA subiu 0,96% em setembro, acima da média nacional de 0,82%. A variação ficou em quarto lugar entre as 16 regiões pesquisadas pelo IBGE, atrás de Vitória (1,08%), Goiânia (1,07%) e Belo Horizonte (1,05%). Em agosto, a região havia registrado queda de 0,27%, próxima do recuo nacional de 0,32%.
No acumulado de 12 meses, Porto Alegre chega a 5,02%, o terceiro maior índice entre as regiões, atrás de Goiânia (6,08%) e Fortaleza (5,10%), e acima dos 4,58% do Brasil. No ano, a alta é de 3,93%, um pouco abaixo dos 3,95% nacionais. O peso de Porto Alegre no IPCA é de 8,61%, o quarto maior entre as regiões.
Todos os grupos de produtos e serviços pesquisados registraram alta. Habitação liderou, com 2,31% e impacto de 0,35 ponto percentual, seguida por Transportes (0,89%) e Alimentação e bebidas (0,83%).
Com o fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas no mês de agosto, a energia elétrica residencial, do grupo Habitação (2,31%), subiu 7,98% em setembro, destacando-se como o principal impacto individual no índice do mês (0,32 p.p.). Ressalta-se a continuidade da vigência da bandeira tarifária amarela, que adiciona R$ 1,885 na conta de luz a cada 100 Kwh consumidos.
Além disso, houve a incorporação dos seguintes reajustes tarifários: 6,63% em Belém (7,05%) desde 18 de setembro; 5,42% em São Luís (12,84%) a partir de 28 de agosto e 6,89% em Vitória (10,85%), a partir de 7 de agosto. Em Rio Branco (3,41%) e Fortaleza (1,57%), as tarifas foram reduzidas em, respectivamente, 5,20% e 6,65%, a partir de 26 de agosto, em razão da incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público (UBP), aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Ainda em Habitação destaca-se, também, a variação de 0,05% no gás encanado, em função dos reajustes nas tarifas de 10,21% e 1,80% em Curitiba (0,29%) e no Rio de Janeiro (0,05%), respectivamente, ambos a partir de 1º de agosto. A taxa de água e esgoto (0,13%) reflete o reajuste de 6,94% em Vitória (6,94%), vigente desde 1º de setembro.
A variação do grupo Transportes (0,89%) reflete, além da alta de 9,66% das passagens aéreas, a variação positiva de 1,41% nos combustíveis, com a subida nos preços do etanol (3,16%), do óleo diesel (1,69%), da gasolina (1,21%) e do gás veicular (0,10%). O subitem táxi (0,20%) considera o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte (1,97%), vigente desde 08 de agosto.
O grupo Alimentação e bebidas apresentou variação positiva de 0,83% em setembro, após três recuos consecutivos. A alimentação no domicílio subiu 0,96% devido às altas do tomate (37,76%), da batata-inglesa (24,07%), da cebola (10,14%), do arroz (4,56%) e das carnes (0,63%). No lado das quedas, destacam-se o frango inteiro (-1,96%), frango em pedaços (-1,41%) e as frutas (-1,12%).
A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro, com a refeição saindo de 0,18% para 0,49% e o lanche desacelerando de 0,62% para 0,47%, no mesmo período.
Em relação aos índices regionais, a maior variação (1,08%) ocorreu em Vitória, por conta da alta da energia elétrica residencial (10,85%) e do tomate (43,19%). Já a menor variação ocorreu em Rio Branco (0,53%), em função dos recuos da passagem aérea (-14,13%) e do ovo de galinha (-7,40%).
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte. A pesquisa abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. Para o cálculo do índice do mês, foram comparados os preços coletados no período de 1 de setembro de 2026 a 29 de setembro de 2026 (referência) com os preços vigentes no período de 31 de julho de 2026 a 31 de agosto de 2026 (base).
INPC fica em 0,82% em setembro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 0,82% em setembro, 1,14 p.p. acima de agosto (-0,32%). O INPC acumula alta de 4,01% no ano e de 4,29% nos últimos 12 meses, acima dos 3,98% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2025, a taxa foi de 0,52%.
No INPC da capital gaúcha, a alta foi de 0,86% no mês, contra 0,82% do país, e o acumulado chega a 4,93% em 12 meses, ante 4,29% no Brasil. No ano, o índice local soma 4,11%, acima dos 4,01% nacionais.
Os produtos alimentícios passaram de -0,34% em agosto para 0,80% em setembro. Os não alimentícios foram de -0,31% para 0,83%.
Regionalmente, Belo Horizonte teve a maior alta do INPC (1,09%), com energia elétrica residencial (6,53%) e gasolina (3,79%). Fortaleza teve a menor (0,59%), com queda no frango inteiro (-6,44%) e na roupa feminina (-2,39%).






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