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São Jerônimo, RS,12/05/2026

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União Europeia exclui Brasil de lista sanitária e exportação de carne ao bloco pode ser afetada em setembro

País ficou fora da relação de nações autorizadas a vender ao mercado europeu por ainda não apresentar garantias sobre uso de antimicrobianos na pecuária

Ministério da Agricultura / Divulgação
União Europeia exclui Brasil de lista sanitária e exportação de carne ao bloco pode ser afetada em setembro País ficou fora da relação de nações autorizadas a vender ao mercado europeu por ainda não apresentar garantias sobre uso de antimicrobianos na pecuária
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A União Europeia publicou nesta terça-feira (12) a nova lista de países habilitados a exportar carne ao bloco dentro das regras sanitárias que restringem o uso de antibióticos na criação animal. O Brasil não foi incluído na relação e poderá enfrentar restrições nas exportações a partir de setembro.

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A medida estabelece quais países de fora da União Europeia atendem às exigências sanitárias do bloco para a comercialização de carnes. Entre os autorizados estão Argentina, Colômbia e México.

Segundo autoridades europeias, o Brasil ficou de fora porque ainda não apresentou as garantias exigidas sobre a não utilização de determinados produtos antimicrobianos na pecuária. As regras do bloco proíbem o uso desses medicamentos para estimular crescimento animal ou aumentar a produção.

A lista, no entanto, poderá ser atualizada. A inclusão do Brasil dependerá do envio de informações e esclarecimentos às autoridades de Bruxelas, sede administrativa da União Europeia.

A decisão ocorre em meio ao debate sobre o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que entrou em vigor provisoriamente em maio e ainda aguarda análise judicial no continente europeu. O tema tem gerado críticas de setores agrícolas europeus, especialmente em relação aos padrões sanitários adotados por países exportadores.

As normas fazem parte da política europeia de controle da resistência bacteriana e do uso de antibióticos em animais destinados ao consumo humano. O objetivo é limitar substâncias consideradas sensíveis para tratamentos médicos em pessoas e reduzir o uso indiscriminado desses produtos na cadeia produtiva.


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