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São Jerônimo, RS,21/05/2026

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João Adolfo Guerreiro

JOÃO GUERREIRO | Brasil, Guarani e Estrela: o futebol de Arroio dos Ratos

Uma história esportiva centenária

Arquivo Pessoal
JOÃO GUERREIRO | Brasil, Guarani e Estrela: o futebol de Arroio dos Ratos

João Adolfo Guerreiro

Finalizando o singelo e parcial trajeto pelo futebol de Arroio dos Ratos e sua memória, hoje, neste terceiro texto, vou mostrar mais do que escrever sobre o que brevemente vi por lá, de passagem, acerca de três clubes: Brasil, Guarani e Estrela. Como meus contatos para a visita eram do "indio espanhol auri-rubro", o texto se aterá, em sua maior parte, a ele, deixando lacunas em relação a seus pares. Priorizarei, sobretudo, as fotos por mim registradas na ocasião, dentro da ótica clássica de que imagens informam mais que palavras.

O Esporte Clube Brasil, cujo escudo está na foto acima, é o mais velho deles, fundado, como vê-se, em (18 de agosto de) 1918. Assim, comecemos por ele. O campo e o entorno parecem estar há mais de um ano inativos, ao contrário de Guarani e Estrela. Embora o pórtico de entrada esteja, relativamente, em bom estado, só vi movimento num bar a ele anexo.








Ao lado dele, estão as ruínas do prédio da Sociedade União da Várzea, conhecida como Sai da Frente. Dentro vemos as marcas da cheia de maio de 2024, levando-nos a constatar que o campo do Brasil, localizado na rua João Tissot, foi bastante afetado na ocasião. Uma ida futura à Arroio dos Ratos nos possibilitará um texto específico sobre a realidade e a história do Brasil.




Fundado em 5 de dezembro de 1924, o Sport Club Guarani, grande rival do Brasil, time onde, como vimos no texto de ontem, o centroavante Sérgio "Gica" Keenan é ídolo, de início teve o nome de Espanha, cujas cores traz em seu uniforme e escudo. Segundo Alberto "Beto" André Pereira, cujo avô Antônio, espanhol da Galícia, foi presidente do clube, isso se deve ao fato de muitos colonos espanhóis terem criado a agremiação. Depois, visando diminuir a crescente rivalidade - e brigas - entre "espanhóis e brasileiros", trocaram para o atual, de origem indígena, não portuguesa. O estádio, atualmente chamado Osmar Antônio Gonçalves da Silva (Nenê), já foi anteriormente denominado Jaime Keenan, pai de Gica. O novo prédio da sede abriga as taças quase centenárias do Guarani, pois a sede velha está historicamente tombada, mas sem condições de uso. O time continua ativo, com veteranos e cinquentões, como Madrugada, diretor, nos informou no primeiro texto desta série. Paulo "Madrugada" Roberto está na foto abaixo, sob a goleira, onde é o último à direita (de boné), ao lado de Guto (ao centro) e Beto. Os dois últimos foram meus cicerones nessa ida a Ratos.









O terceiro time é o Estrela, fundado em 1° de Maio de 1944 - pouco mais novo que minha saudosa mãe, nascida em janeiro do mesmo ano. Ainda ativo, seu pórtico de entrada desabou totalmente (podemos vê-lo ainda de pé em foto abaixo, de Simone Oliveira, publicada no grupo do Facebook Arroio dos Ratos Ontem, Hoje e Sempre), sobrando apenas a bilheteria à direita, mas um prédio novo foi construído logo abaixo. Seu campo é o único dos três que possui arquibancada. Outro que merece uma nova ida à cidade a fim de recolher testemunhos sobre sua trajetória.














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