João Adolfo Guerreiro
JOÃO ADOLFO GUERREIRO | Bandolins pela madrugada
Lar onde Jacob rodopia o som dos bandolins
As quatro cordas duplas de metal soavam pela madrugada fria como fossem um par nesse choro triste João Adolfo Guerreiro
As quatro cordas duplas de metal soavam pela madrugada fria como fossem um par nesse choro triste, enquanto a bailarina da canção do Oswaldo Montenegro dançava, teimava e enfrentava o mundo se rodopiando ao som dos bandolins. Bandolins solados pelo inacreditável e incrível Hamilton de Holanda, um quase semideus das dez cordas em par com as sete do pinho do indescritível Yamandu Costa.
Sol, ré, lá e mi chorando como chora uma criança que entra na roda como fosse um lar onde Jacob rodopia o som dos bandolins. Dilermando? Canhoto? Garoto? Qual acompanhará o mestre como fosse um par que, nesse choro triste, se desenvolvesse ao som dos bandolins?
O corpo da bailarina o choro triste iluminava, a noite caminhava assim e, como um par, o vento e a madrugada iluminavam as cordas do meu bandolim. Ou seria o de Luperce Miranda? Ou o de Noel Rosa?
A bailarina chorando só na madrugada, se julgando amada ao som dos bandolins... De Armandinho? Danilo Brito?
O batuta Pixinguinha passa, dá um olhar carinhoso e sax tudo.
Um bom final de semana para todos. Cuidem-se, vacinem-se, ajudem os atingidos pela enchente, vivam e fiquem com Deus.



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