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São Jerônimo, RS,03/11/2026

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João Adolfo Guerreiro

JOÃO ADOLFO GUERREIRO | Halloween

Comi um Edgar Allan Poe

Divulgação
JOÃO ADOLFO GUERREIRO | Halloween

João Adolfo Guerreiro

Dia 31 foi o Dia das Bruxas, celebração de origem celta que vai sendo aos poucos incorporada aqui no Brasil.

Por mim tudo ok, pois se fôssemos ser rigorosos sobre isso só as cousas da Umbanda seriam legítimas no Brasil, eis que ela é a ÚNICA religião brasileira. Sim, isso mesmo, SÓ a Umbanda é 100% nacional, TODAS as outras são estrangeiras, incluindo as celebrações delas derivadas. A Sociologia da Religião ensina. Ou vocês acham que o Papai Noel usa roupa de inverno por qual motivo? Por morar no Polo Norte, por ser estrangeiro. E assim serve pra TODAS.

Feita essa observação, voltemos ao Halloween. Festinha legal, que os estadunidenses receberam via os imigrantes irlandeses, na década de 1840. Coisa recente por lá também, vê-se. O nome Halloween já é uma incorporação do catolicismo e significa "dia anterior ao Dia de Todos Os Santos", o 1° de novembro. Com uma googlada modo IA sobre o assunto vocês ficam sabendo do básico sobre a origem da celebração, não preciso fazer isso nesta crônica. E o que interessa é que a estamos importando dos EUA, como fizemos com o rock e o blues nos anos 1950/60, via, principalmente, as escolas de inglês. Soube que a CNA fez uma festa bem legal aqui em Charqueadas. E tive o prazer de participar de dois eventos temáticos na região.

Primeiro, na noite do dia 21, na Biblioteca Vera Gauss (fotos acima e abaixo), durante o debate que o Clube do Livro de Charqueadas fez sobre o livro A Maldição do Cigano, de Stephen King. Depois, na noite do dia 30, no Tempero Literário (fotos abaixo), em São Jerônimo, onde, a propósito, devorei um hambúrguer chamado Edgar Allan Poe. Claro, como cristão, participo dessas festinhas pelo lúdico e social da coisa, eis que o cristão pode ser e fazer de tudo nessa vida, desde que seja, antes de tudo, cristão. E isso vale pra tudo.

E era isso. Sei que tem gente que não curte essa incorporação e respeito, mas eu curto, assim como curto D E M A I S o Natal, mesmo com todas suas imprecisões históricas e tradições mundanas incorporadas através dos séculos, como o simpático Papai Noel, por exemplo. Todavia, lembrar Jesus e sua Palavra é o que vale e "tudo vale a pena, se a alma não é pequena". Ademais, não sou anti-EUA, só não quero taxa, intervenção, rapinagem de nossas riquezas e míssil vindos de lá.

Uma boa semana para todos. Cuidem-se, vacinem-se, vivam e fiquem com Deus.




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