Tribunal de Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Ulbra

Decisão suspende, por exemplo, bloqueios de contas da universidade e leilões para pagamento de dívidas

Por Portal de Notícias 14/12/2019 - 08:38 hs
Foto: Banco de Imagens
Tribunal de Justiça aceita pedido de recuperação judicial da Ulbra
Decisão dá mais tranquilidade à administração

Nesta sexta-feira (13/12), por maioria, a 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) acatou recurso da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e aceitou o pedido de recuperação judicial que havia sido negado em primeira instância.
"Deferida tutela de urgência e determinada a expedição de ofício ao juízo de origem para cumprimento, pelo juiz de primeiro grau, das medidas urgentes - conforme disposto no artigo 52, inciso III, da lei de falências", decidiram os desembargadores.
Com a aceitação do pedido, estão suspensos os bloqueios de contas da universidade e os leilões para pagamento de dívidas trabalhistas, com bancos e outros credores que chegam a R$ 2,5 bilhões.
O juiz da 4ª Vara Cível da Comarca de Canoas, onde começou a tramitar a ação, vai nomear um administrador judicial e a Ulbra tem 60 dias para apresentar o plano detalhado de recuperação judicial.
A maior dívida da instituição, no entanto, não entra nesse processo. A Ulbra deve cerca de R$ 4 bilhões em impostos à União e tenta negociar esse passivo.
“É uma decisão que dá mais tranquilidade à administração para melhorar os serviços para alunos e funcionários. Nosso objetivo inicial é colocar em dia os salários dos funcionários”, disse o vice-presidente jurídico da Aelbra, mantenedora da Ulbra, Rogério Malgarin, à Gaúcha ZH.

SALÁRIOS ATRASADOS

A universidade quitou na quinta-feira (12) os salários de outubro dos funcionários e parte da folha de novembro. A primeira parcela do 13º salário ainda não foi paga. Com o pedido de recuperação judicial aceito, segundo Malgarin, o objetivo é manter todos os empregos.
A Ulbra possui 40 mil alunos em diversos Estados e 4 mil funcionários, a maioria no Rio Grande do Sul.