Pelo menos 1.176 escolas já aderiram à greve do magistério no Rio Grande do Sul

Levantamento do CPERS realizado hoje aponta que em mais de 600 a paralisação é total

Por Portal de Notícias 19/11/2019 - 19:11 hs
Foto: Divulgação / CPERS
Pelo menos 1.176 escolas já aderiram à greve do magistério no Rio Grande do Sul
Mais de 1.100 escolas aderiram ao movimento

Levantamento realizado pelo CPERS nesta terça-feira (19), junto a 37 dos 42 núcleos do Sindicato, aponta que pelo menos 601 instituições de ensino já aderiram totalmente à mobilização e 575 atendem parcialmente, com severa falta de educadores(as). Entre as parciais, muitas escolas funcionam com apenas 5% dos quadros.
O CPERS estima que cerca de 70% dos trabalhadores da educação engajaram-se na greve.
- É um movimento crescente. Como muitas das escolas paredistas são as maiores de suas regiões, o percentual da categoria que cruzou os braços é seguramente mais elevado - afirma a presidente do CPERS, Helenir Aguiar Schürer.
Diversas escolas ainda realizam reuniões para deliberar a participação na greve ao longo desta terça-feira, e a tendência é de novas adesões durante a semana. No levantamento, faltam os dados referentes aos núcleos de Gravataí, Santana do Livramento, Ijuí, Taquara e Palmeira das Missões.
Em um levantamento parcial realizado pelo Portal de Notícias nesta tarde, em São Jerônimo na Escola Dr. José Athanásio (Polivalente) a adesão é total, enquanto no IEE São Jerônimo as aulas são normais. Em Charqueadas, o IEE Assis Chateaubriand teve adesão total dos professores ao movimento, enquanto na Escola Nicácio Machado a adesão é parcial. Em Triunfo, na Escola Afonso Machado Coelho, a adesão é de 98% dos professores. Em General Câmara, a adesão do IEE Vasconcelos Jardim é parcial. A região tem 40 escolas estaduais e a recomendação é que os pais e alunos entrem em contato com as escolas e se informem sobre as atividades escolares.
 
MOBILIZAÇÃO

A próxima Assembleia Geral da categoria está marcada para a terça-feira (26), às 13h30, na Praça da Matriz, em Porto Alegre.
Na segunda (25/11), o Comando de Greve volta a se reunir para realizar o balanço da primeira semana de greve e discutir as ações de mobilização.

A GREVE

A greve foi deflagrada após o protocolo na Assembleia Legislativa, por parte do governo Eduardo Leite, do pacote “que ataca duramente os trabalhadores(as) em educação”. “Em pauta, salário em dia, reajuste imediato e a derrubada dos projetos de destruição da escola pública. Trata-se do mais amplo e profundo ataque já realizado aos educadores(as) da rede estadual. Os projetos preveem o extermínio de direitos e vantagens, fim da incorporação de gratificações na aposentadoria, um brutal achatamento da carreira e o congelamento de salários por tempo indeterminado, além da taxação de aposentados(as) que ganham menos”, diz o CPERS.