Presidente do MDB de São Jerônimo renuncia ao mandato

Vice-presidente Diogo Lima assume a Presidência da sigla em lugar de Giovani Weiss

Por Portal de Notícias 14/11/2019 - 16:52 hs
Foto: Divulgação
Presidente do MDB de São Jerônimo renuncia ao mandato
Reunião do MDB jeronimense ocorreu na quarta-feira

Dois meses depois de confessar um desfalque de R$ 28 mil e ter sido destituído da Presidência da Liga Independente das Equipes da Gincana Cultural de São Jerônimo (LIEGCSJ), ontem (13/11), Giovani Weis decidiu assinar a renúncia do cargo de presidente do partido do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) de São Jerônimo.

Segundo Weiss, a renúncia foi por motivos pessoais, mas fontes ligadas ao MDB local confirmam que desde o episódio da Liga das Equipes, que teve repercussão muito negativa na cidade, a permanência dele na Presidência era insustentável.
Com a renúncia, o primeiro vice-presidente, Diogo Andrigo Ferreira de Lima, assume o cargo e ficará da Presidência até agosto de 2021. Ana Cristina Rosa de Lima Silveira, que era a segunda vice-presidente, passa a ser a primeira e Maurivan de Souza Garcia, que era vogal, assume a segunda vice-presidência. Weiss continua filiado ao MDB e, segundo Diogo Lima, terá oportunidade esclarecer os fatos.
O coordenador do MDB na região Carbonífera, Joel Maraschin, tomou conhecimento da renúncia na tarde de hoje.
- O ex-presidente Giovani comunicou à Coordenadoria, na tarde de hoje, sobre sua renúncia. Justificou estar focado com sua vida em Porto Alegre, cuidando de sua vida pessoal e não estar focado nos compromissos políticos que a presidência do partido exige. Desejamos ao novo presidente, Diogo, um bom mandato e que consiga fazer com que o MDB cresça e volte a eleger um vereador na cidade – disse Maraschin.
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Weiss, que atualmente ocupa a função de coordenador do Departamento de Assistência Social (DAS) da Secretaria Estadual do Trabalho e Assistência Social (STAS), comentou a renúncia por meio de nota e disse que não foi pressionado a renunciar:
“A mais ou menos 2 meses eu espontaneamente pedi o afastamento temporário da Presidência do Partido, nunca foi solicitado por ninguém da Executiva ou Diretório do partido que eu saísse da Presidência do Partido, ontem tivemos uma reunião do partido onde eu espontaneamente solicitei a minha renúncia da Presidência do Partido, e novamente ninguém pediu para mim sair, eu saí por vontade própria, nunca fui pressionado por ninguém para sair, a minha renúncia é de caráter pessoal, e por questões de tempo e trabalho, deixando quem tem mais tempo para tocar o partido”.

QUATRO PERGUNTAS PARA:
Diogo Lima, presidente do MDB de São Jerônimo

A saída de Giovani Weiss da Presidência foi negociada com o partido. Não era o caso de ser destituído do cargo ou até expulso do partido?
Diogo Lima - Logo que aconteceu o episódio ele pediu licença da Presidência, deixamos passar um tempo e marcamos a reunião ontem para decidir sobre isto e ele renunciou alegando motivos pessoais.

Existe possibilidade de expulsão?
Diogo Lima - Não foi aventada a possibilidade. Mas por enquanto segue filiado até tudo isto se resolver.

Mesmo diante de fato tão grave? Não teme pela imagem do partido?
Diogo Lima - Pode ser, mas não podemos julgar antes da Justiça. Depois de tudo resolvido poderemos voltar a falar do assunto. Ele vai ter a possibilidade de esclarecer os fatos.

Algum outro comentário a respeito?
Diogo Lima - O partido agora foca na eleição de 2020, onde teremos uma nominata forte. Seguimos na posição de independência e vamos conversar com todos os partidos para definirmos se vamos apoiar alguém, lançar candidatura própria ou focar só na eleição para vereador.

RELEMBRE O CASO DA LIGA DA EQUIPES

No mês de setembro, veio à tona um desfalque de R$ 28 mil nas contas da Liga Independente das Equipes da Gincana Cultural de São Jerônimo (LIEGCSJ). O então presidente, Giovani Weiss, assumiu a responsabilidade. A confissão ocorreu durante reunião realizada na noite de segunda-feira (9/9), envolvendo a Liga e a Opinião Produtora, empresa que comprou o evento deste ano pagando um cachê de R$ 108 mil, obtidos pela Lei Rouanet, a ser dividido entre as equipes. O valor foi repassado integralmente pela Produtora à Liga, mas Weiss, o único que tinha acesso à conta bancária, se apropriou de parte do recurso.
O Conselho Fiscal da LIEGCS afastou Weiss da Presidência e, ainda, pela adoção das medidas cabíveis nas esferas cível e criminal a fim de recuperar o dinheiro.