Sindimetal promove novo manifesto contra lay-off da Gerdau em Charqueadas

Empresa propôs a suspensão de contratos de trabalho de colaboradores da unidade

Por Portal de Notícias 23/10/2019 - 08:24 hs
Foto: Divulgação
Sindimetal promove novo manifesto contra lay-off da Gerdau em Charqueadas
Sindicalistas bloqueiam os portões da unidade até às 9 horas

A exemplo do que ocorreu na segunda-feira, na manhã desta quarta-feira (23/10) o Sindicato dos Metalúrgicos de Charquedas realiza manifestação em frente à unidade da Gerdau no município. O protesto, que bloqueia as entradas da fábrica, é contra a proposta a suspensão dos contratos de trabalho (lay-off) de trabalhadores da empresa. O bloqueio segue até às 9 horas. Não há aglomeração em frente aos portões porque a empresa orientou os trabalhadores a irem para o ginásio da CEPEG (antiga Afaço) aguardar a liberação.
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Na semana passada por falta de demanda para a produção, a unidade da Gerdau de Charqueadas propôs a suspensão de contratos de trabalho (lay-off) por cinco meses. A medida deverá atingir até 100 dos 700 trabalhadores da empresa no município a partir do mês de novembro. Segundo o Sindicato, no período do lay-off os trabalhadores passarão a receber pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e perderão a participação nos lucros (PLL), o 13º salário, Fundo de Garantia e o período de contribuição ao INSS. Além disso, a empresa poderia demitir até 50% dos empregados incluídos no lay-off após o término do regime. A proposta da empresa foi apresentada ao Sindicato e rejeitada em assembleia. O Sindicato quer a manutenção dos direitos trabalhistas e a garantia do emprego dos trabalhadores incluídos no lay-off e a estabilidade dos demais. As sugestões foram enviadas a empresa, que não fez contraproposta, segundo o Sindicato.

CONTRAPONTO


De acordo com nota divulgada pelo grupo, na semana passada, “esse programa busca preservar os empregos existentes. Essa decisão se deveu aos planos da indústria automobilística no Brasil, principal consumidor de aços especiais, de conceder férias coletivas e buscar a redução de seus estoques, principalmente em razão da crise econômica argentina. O atendimento aos clientes se manterá inalterado”.