Engenharia do Exército vai atuar nas obras de duplicação da BR-290

Previsão do Governo é concluir essa obra utilizando a mão de obra do Exército em até dois anos

Por Portal de Notícias 22/07/2019 - 22:17 hs
Foto: Guilherme Testa / Rádio Guaíba
Engenharia do Exército vai atuar nas obras de duplicação da BR-290
Promessa é do vice-presidente Hamilton Mourão

O governo federal vai usar a mão de obra do setor da engenharia do Exército para tentar acelerar as obras de duplicação da BR-290, prometeu Hamilton Mourão, segundo reportagem veiculada pela RBSTV, na semana passada.

Depois de cinco anos do início da duplicação da rodovia, muito pouco foi realizado. Para este ano, a previsão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) é concluir mais 3% do trabalho.
Por enquanto estão em andamento apenas viadutos e rótulas de acesso aos municípios de Charqueadas e Pantano Grande. O projeto prevê duplicar 115 km de rodovia, em um perímetro que vai de Eldorado do Sul até Pântano Grande.
Atualmente os lotes 2 e 3 da obra, entre Arroio dos Ratos, passando por São Jerônimo, Butiá e Minas do Leão, estão completamente parados.
A Associação Brasileira de Usuários de Rodovias (ABUR), em nota, disse que “onde o vice-presidente afirma que vai colocar o Exército para ajudar ou realizar a obra, levanta dúvidas, tendo em vista que existem empresas contratadas para executarem a obra e só não executam porque o Governo Federal não coloca recursos para a duplicação. E quando empresas têm contrato elas têm direito a realizar a obra ou devem ser indenizadas quando os contratos forem rompidos. A ABUR, particularmente, acredita que as obras realizadas pelo Exército, na maioria dos casos são mais duráveis, mas também sabe que para o Exército executar o Ministério dos Transportes precisa destinar o mesmo dinheiro que destinaria para uma empresa privada. Sem o dinheiro nem o exército consegue executar. Por fim, consideramos positiva a afirmação de que o vice-presidente da República se comprometeu em concluir a duplicação da BR-290 em 2 anos”.