Patram apreende 700 metros de redes na barragem de Santo Amaro

Fiscalização ocorreu após denúncia de pescadores artesanais

Por Portal de Notícias 15/06/2019 - 09:24 hs
Foto: Divulgação / Patram
Patram apreende 700 metros de redes na barragem de Santo Amaro
Cerca de 700 metros de redes foram apreendidos junto à barragem

Uma equipe do Batalhão Ambiental da Brigada Militar (Patram) esteve em Santo Amaro do Sul cumprindo uma solicitação do Ministério Público de General Câmara, que pediu vistoria porque que havia denúncias de pesca predatória no local.
Na última quarta-feira (12), ao realizar averiguação junto à Barragem de Amarópolis, no Rio Jacuí, os policiais militares encontraram cerca de 700 metros de redes de pesca.
Segundo os sargentos Rodrigues e João Carlos da Silva, pescadores deixavam as redes no local e não iam retirá-las. Isto foi constatado porque foram encontrados cerca de 40 quilos de peixes mortos e já em estado de putrefação presos às redes.
Além disso, cerca de 80 exemplares de diversas espécies de peixes foram encontrados vivos presos às redes. Eles foram soltos e devolvidos ás águas do Rio Jacuí.
Ninguém foi preso, mas operações deste tipo irão se repetir, segundo informaram os policiais, visando coibir a pesca predatória no local.

A DENÚNCIA

A denúncia de pesca predatória no local ocorreu por meio de vídeos publicados nas redes sociais no dia 31 de março. A bordo de um barco, os irmãos Flávio, Josué e Alex Araújo (Gijo) gravaram imagens de dezenas de redes de pesca dispostas muito próximas umas das outras e a poucos metros abaixo da Barragem, em local proibido para a atividade. Segundo os irmãos, redes estavam amarradas às estruturas da Barragem, junto à eclusa por onde passam as embarcações e à escada do peixe – local que os animais utilizam para subir o rio. Além disso, também foram encontradas algumas com malhas extremamente finas e que capturam espécimes de tamanho muito pequeno.

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De acordo com a denúncia, a pesca irregular no local ocorre constantemente e os pequenos pescadores da localidade não denunciam temendo represálias. Os irmãos cobraram fiscalização das autoridades competentes, como a Brigada Ambiental, Ministério Público, prefeituras, vereadores e outros.
Questionado pelo Portal e Notícias, na época o assessor Jurídico do Ministério Público de General Câmara, Marcius Alexandrus Antunes de Almeida, informou que o promotor de Justiça da Comarca iria solicitar que a Patrulha Ambiental de Rio Pardo comparecesse ao local para fiscalização.