Gincana de Charqueadas inicia neste sábado

Equipes Ultra, TNC e GR apresentam seus espetáculos no Parcão

Por Portal de Notícias 15/03/2019 - 15:47 hs
Foto: Reprodução / Internet

Com algumas tarefas já cumpridas, a XXXIII Gincana Cultural de Charqueadas inicia oficialmente nesta sábado, a partir das 21h, no Parque Adhemar de Faria (Parcão), quando as equipes Grupo de Risco (GR), Tamo Nessa por Cerveja (TNC) e Ultra apresentam seus espetáculos e iniciam a tarefa de escolha do rei e da rainha.
A gincana 2019 marca a estreia da equipe Ultra e o encerramento das atividades da euipe Só Pra Nós (SPN), que participou da competição durante 23 anos.

Cronograma da gincana 2019

16/03 – Escolha do Rei, Rainha, Melhor Torcida e Melhor Espetáculo
Local: Parcão
Horário: 21h

23/03 – Desfile de Rua
Local: Avenda Getúlio Vargas
Horário: 21h

24/03 – Domingo Esportivo
Local Parque de Eventos
Horário: 9h

30 e 31/03
Divulgação das tarefas equipe Organizadora “Guaraini”

 

ESPETÁCULOS 2019

EQUIPE ULTRA

Rei: Leonardo Müller
Rainha: Kassiele Alves
Tema: “O menino de um milhão de sonhos”.
Sinopse: Estamos em uma rua qualquer de uma grande cidade, mas um menino destoa da multidão. Ele é pequeno e flagelado, luta pelo próprio sustento mesmo com a pouca idade e o despreparo para as agruras da vida. Já a cidade é o oposto, boas roupas, boa aparência, abundante e rica, superior em sua posição imposta aos menos abastados. A cidade e o menino são ligados por uma mesma condição, ambos miseráveis. Ao menino falta o que comer e sobra fome, já a cidade come a tudo e a todos ostentando seu banquete que jamais sacia a gana das almas miseráveis.
O pobre menino tem um milhão de sonhos, ele quer ser livre, andar pelas ruas e se sentir parte do lugar onde vive. Seria quase impossível atravessar esse abismo se não fosse o amor, combustível dos apaixonados e farol dos amantes. Entretanto como viver esse amor se cada um está de um lado?! Foi assim que ele foi enganado, o alimento do corpo em troca da alma.
Como um General a figura manipuladora usa do seu poder para roubar do inocente menino o que de mais precioso ele tem, o seu coração, receptáculo do mais puro amor e semente do bem. Aprisionando-o eternamente e o obrigando a seguir suas ordens e realizar seus desejos.
Ludibriado pelas riquezas que nunca teve o menino, agora homem, tornou-se um fantoche nas mãos do General. A ganancia do algoz não tem limites, como um caçador de relíquias ele se alimenta de seres únicos, por não os compreender, por inveja e pelo prazer de aprisionar.
Forçado a cometer atrocidades em favor de seu comandante ele se depara com a coleção particular que alimenta o ego do mesmo, e se reconhece parte dos troféus aprisionados. Ele então lembrou que um dia quis ser livre, que tinha milhões de sonhos e que desejava um mundo onde todos fossem reconhecidos e que as diferenças não criassem barreiras, mas que todos andassem de mãos dadas e fizessem da vida um grande show.
Então como em um passe de mágica ele se reencontra com sua essência, pequeno e frágil, e descobre que possui o maior poder do mundo inteiro, a empatia. E se colocando no lugar do outro é capaz de sentir as suas dores, de lutar para que as coisas não sejam assim, que não existam pessoas aprisionadas pela vaidade de ditadores e que a liberdade seja um direito universal.
As batalhas normalmente são difíceis, ainda mais quando é preciso se desvencilhar dos grilhões escravizadores do sistema. Mas o que fazer com o General? Dar o troco na mesma moeda e matar a raiz de todo o mau? Não! Estender a mão e dar a chance de cura, ofertar um remédio milagroso capaz de produzir empatia e libertar a alma de tudo que é ruim.

GRUPO DE RISCO

Rei: Rodrigo Medeiros

Rainha: Taís Santos
Tema: “Pássaros e suas asas”
Sinopse: Pássaros e suas asas inicia com a história de uma família que possui como rotina a perturbadora exposição à violência doméstica. É quando as irmãs Geni e Amélia sobem ao sótão de sua casa que o espetáculo avança para um mundo fantástico: uma distopia em que os homens praticam o poder psicológico, físico, social e aquisitivo sobre suas mulheres sem nenhum ressentimento. Elas são obrigadas a engaiolar seus sentimentos e desejos e a priorizar o bem estar dos homens deste lugar, mesmo que tais ações sejam capazes de lhes tirar a vida. Quem dita as regras neste mundo é o inquieto Chaveiro e é ele quem dissemina as diferentes vertentes do machismo para os homens que ali habitam. Recém chegadas neste universo distópico, Geni e Amélia se deparam com o mesmo espaço físico, mas suas visões sobre as regras deste lugar são opostas: Amélia segue os passos da mãe e aceita todas as ordens dada pelo Chaveiro e pelos homens, enquanto Geni luta contra todo e qualquer tipo de opressão que possa limitar sua autonomia. Cada vez mais distante da irmã, Geni repensa seus valores e posicionamentos diante das pessoas que a cercam e é em um momento de autoconhecimento que ela reencontra sua liberdade na forma de um Pássaro ousado, audacioso e imediatista. É depois deste encontro que ela se depara com seu maior conflito moral: seguir sua liberdade e fugir daquele lugar ou lutar para salvar a irmã da violência bruta e descontrolada do Chaveiro e do restante dos homens da cidade, mesmo que para isso ela tenha que se entregar a seu maior inimigo: o Chaveiro.
Pássaros e suas asas é, sobretudo, uma reflexão e um ato de resistência e conscientização diante das diversas atrocidades a que a mulher segue sendo submetida e indagada em pleno 2019.

TAMO NESSA POR CERVEJA

Rei: Henrique da Silva Oliveira

Rainha: Andressa Duarte
Tema: “África, esse grito não é de dor”
Sinopse: A equipe TNC mergulhou fundo na esfera das civilizações para encontrar aquela que melhor representasse os trinta e três anos de dedicação e participação na gincana municipal de Charqueadas. Trazemos uma das histórias mais tristes de nossa existência: aquela em que irmãos, que lutavam pela sobrevivência, caçavam seu próprio povo para venda. Após muita pesquisa aprofundada sobre o tema, concluímos que, por ameaça de colonizadores, algumas tribos faziam um pacto em troca de sua liberdade, arriscando sua própria vida na caça dos próprios irmãos, para assim, serem livres. África, esse grito não é de dor, inspira a todos os envolvidos. Um projeto a permitir uma transformação pequena ou grandiosa em sua vida e no seu jeito de ver o mundo. Não apenas um trabalho de tarefa cumprida na gincana, mas uma forma de arte, dedicação, encantamento, sensibilidade, no qual entendemos e aprendemos que o espetáculo, além de encantador e intenso, é uma ação generosa onde não há um pedido de troca, mas sim de doação. Um povo moldado pelas mãos da equipe, Tamo Nessa por Cerveja, onde todos os sentimentos intensos desse povo são lembrados hoje: África esse grito não é de dor.