Butiá: Copelmi tranquiliza moradores do bairro Charrua sobre segurança da barragem

De acordo com a empresa, além do baixo risco de rompimento, mesmo na pior das hipóteses os rejeitos da mineração de carvão não atingiriam o bairro

Por Portal de Notícias 19/02/2019 - 08:26 hs
Foto: Coplemi / Divulgação
Butiá: Copelmi tranquiliza moradores do bairro Charrua sobre segurança da barragem
Barragem de finos da Copelmi em Butiá

Em reunião proposta pela Câmara de Vereadores de Butiá, que aconteceu na tarde desta segunda-feira (18), no plenário da Casa Legislativa, o corpo técnico da Copelmi Mineração explicou o plano de segurança e emergência da empresa para a barragem de finos de Butiá. Participaram representantes do Poder Executivo, Legislativo, associação de moradores do Bairro Charrua, Conselho Municipal de Meio Ambiente e sindicatos.
Construída pelo método de alteamento à montante, semelhante à de Brumadinho, em Minas Gerais, a barragem da Mina do Recreio possui 18 anos de existência. Porém, somente há duas semanas, após divulgação em um perfil no Instagram de que ela se tratava de uma barragem de risco médio e impacto alto, e que a população estaria em risco, é que grande parte da cidade teve conhecimento de sua existência.
De acordo com o engenheiro de Minas e Geólogo, Jair Carlos Koppe, um dos responsáveis por auditar a barragem da Mina do Recreio, a última avaliação aconteceu em setembro de 2018 e foi verificado que ela se encontrava completamente estável.
- Realizamos dois estudos para simular os impactos que teria na região, caso a barragem se rompesse. No primeiro modelo, em época de secas, a área atingida seria muito pequena, restrita a área de empresa. Já no segundo modelo, em épocas de chuvas, os rejeitos poderiam extrapolar a área da empresa atingido a BR-290, e algumas áreas dos bairros que ficam do outro lado dela, R-1 e Vila Tupã. Como medida de segurança, antes de todos estes incidentes acontecerem, foi decidido pela empresa a construção de um dique, que está sendo feito. Com o dique pronto, a probabilidade dos rejeitos atingirem a comunidade dos bairros citados e do bairro Charrua se torna praticamente nula - informou.

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O diretor da Copelmi Mineração, Carlos Farias, disse que a empresa está atenta a todas as novas resoluções publicadas pela Agência Nacional de Mineração (ANM), incluindo a de hoje. Esta resolução dá prazos para a retirada de pessoas que trabalhem na linha de inundação e, ainda, datas para o encerramento das atividades de barragens à montante no Brasil.
- Estamos providenciando uma nova estrutura, fora da área de risco, para os colaboradores que trabalham nas benfeitorias que ficam abaixo da barragem, como o laboratório. No máximo em 90 dias deverão já estar alocados em uma área deslocada do entorno da barragem - garantiu Farias.
Além disso, foi confirmada a existência de um sistema de segurança em toda a área da barragem, como câmera de monitoramento 24 horas e um sistema de alarme sonoro por toda empresa, com treinamentos já realizados para evacuação de pessoal e zonas de segurança para os colaboradores.


Com informações do Meta Notícias