Utilização de biofertilizante agrícola será debatida em Triunfo

Conselho de Defesa do Meio Ambiente convocou audiência pública devido ao mau cheiro que vem afetando a população local e de cidades vizinhas

Por Portal de Notícias 10/01/2019 - 08:38 hs
Foto: Banco de Dados
Utilização de biofertilizante agrícola será debatida em Triunfo
Biofertilizante aplicado em Triunfo provoca mau cheiro muito forte

Na próxima segunda-feira (14), a partir das 13h30, no plenário da Câmara de Vereadores, o Conselho de Defesa do Meio ambiente ( Codema) de Triunfo realiza audiência pública para tratar da regulamentação do uso de resíduos industriais classe II-A, os biofertilizantes líquidos, que estão sendo aplicados em propriedades rurais do município. O mau cheiro provocado pelos fertilizantes tem afetado a população de Triunfo e cidades vizinhas, como São Jerônimo e Charqueadas.

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O Codema pretende reunir produtores rurais, sindicatos, conselhos, Emater, associações de produtores, associações de bairros, vigilância sanitária, Secretaria de Agricultura e secretarias de Meio Ambiente de Triunfo e outros municípios para debater o problema e, ainda, possíveis descumprimentos de licenças ambientais.
De acordo com o Codema, a Fepam é o órgão estadual responsável pelo licenciamento direto do biofertilizante, por meio de uma licença única emitida para vários produtores rurais. O órgão municipal pretende elaborar uma Resolução Normativa a ser apreciada em sua reunião ordinária de 28 de janeiro.

ENTENDA
As principais diferenças dos resíduos

Resíduos de Classe I – Perigosos
São resíduos que, em função de suas propriedades físico-químicas e infectocontagiosas, podem apresentar risco à saúde pública e ao meio ambiente. Os resíduos perigosos pedem mais atenção do gerador, já que os acidentes mais graves e de maior impacto ambiental são causados por esta classe de resíduos. Esses resíduos podem ser condicionados, armazenados temporariamente, incinerados, tratados ou dispostos em aterros sanitários próprios para recebê-los.
Apresentam pelo menos uma das seguintes características: inflamabilidade, corrosividade, reatividade, toxicidade e patogenicidade. Podemos citar como exemplos dessa classe de resíduos: borra de tinta, latas de tinta, óleos minerais e lubrificantes, resíduos com thinner, serragem contaminadas com óleo, graxas ou produtos químicos, EPI’s contaminadas (luvas e botas de couro), resíduos de sais provenientes de tratamento térmico de metais, estopas, borra de chumbo, lodo da rampa de lavagem, lona de freio, filtro de ar, pastilhas de freio, lodo gerado no corte, filtros de óleo, papéis e plásticos contaminados com graxa/óleo e varreduras.
Naturalmente, estes são os tipos mais perigosos e, por isso, requerem mais atenção das empresas geradoras, pois o manuseio e processamento inadequado podem acarretar danos ao ambiente e pesadas sanções governamentais.

Resíduos de Classe II - Não Inertes e Inertes
Divididos em A e B, são aqueles que não se enquadram na classificação de resíduos Classe I. Podem apresentar uma das propriedades: combustibilidade, biodegradabilidade ou solubilidade em água.

Resíduos de Classe II – A
Estes resíduos são os chamados não inertes, ou seja, tem baixa periculosidade, mas ainda oferecem capacidade de reação química em certos meios. Este grupo inclui matérias orgânicas, papéis, vidros e metais, que podem ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados, com a avaliação do potencial de reciclagem de cada item.
Como exemplo, vale citar: materiais orgânicos da indústria alimentícia, lamas de sistemas de tratamento de águas, limalha de ferro, poliuretano, fibras de vidro, resíduos provenientes de limpeza de caldeiras e lodos provenientes de filtros, EPI’s (uniformes e botas de borracha, pó de polimento, varreduras, polietileno e embalagens, prensas, vidros (para-brisa), gessos, discos de corte, rebolos, lixas e EPI’s não contaminados.

Resíduos de Classe II – B
Finalmente, o grupo dos inertes, que possuem baixa capacidade de reação, podem ser dispostos em aterros sanitários ou reciclados, pois não sofrem qualquer tipo de alteração em sua composição com o passar do tempo. Exemplo de resíduos: entulhos, sucata de ferro e aço.
Como regra geral, conte sempre com um fornecedor que tenha acesso a um laboratório credenciado, de modo que você possa sempre ter certeza de que seus efluentes estão recebendo a o tratamento necessário para sua classe, sem riscos de prejuízos para a natureza e para seu negócio.

Fonte: Opersan Soluções Ambientais