Absolar projeta fonte solar liderando matriz energética em 2040

É esperada uma participação de 32%, superando as hidrelétricas que devem chegar a 29%

Por Portal de Notícias 12/12/2018 - 15:10 hs
Foto: Banco de Dados
Absolar projeta fonte solar liderando matriz energética em 2040
É esperado um salto no setor a partir do próximo ano

A potência instalada fotovoltaica do País, impulsionada pelos parques solares (usinas de maior porte) e pela geração distribuída (produção de eletricidade no local de consumo, por consumidores menores, com painéis fotovoltaicos), é hoje na ordem de 1.613 MW, tendo recentemente atingido 1% de participação na matriz elétrica nacional. Porém, é esperado um salto para o setor. Conforme a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), em 2040 a fonte solar alcançará cerca de 126 mil MW, conquistando o posto de primeira fonte no ranking da matriz, com 32% de participação, superando a hidreletricidade, que terá 29%.

O presidente executivo da entidade, Rodrigo Sauaia, prevê que em um futuro, não muito distante, será inconcebível construir um edifício, uma residência ou um prédio público e não incluir um sistema de geração de energia solar, porque será tão barato que não fará sentido não aproveitar essa solução. No mundo, a capacidade instalada de energia solar é de 402,5 mil MW, sendo que, no ano passado, cresceu 98 mil MW. O presidente executivo da Absolar frisa que, enquanto o uso da geração solar vem aumentando, o preço de produção vem caindo no âmbito global. Na década de 1970, 1 watts solar custava cerca de US$ 76 e atualmente esse valor baixou para em torno de US$ 0,30.
Para Sauaia, esse cenário contribui para espalhar o crescimento dessa tecnologia em países emergentes. O dirigente salienta que o século XX foi das fontes fósseis, mas o XXI será diferente, passando por uma transição energética. A expectativa é de que em 2050 cerca de 40% da capacidade instalada mundial de energia elétrica seja proveniente da fonte solar. Hoje, esse percentual é algo entre 1% a 2%, apenas.

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Consumo de eletricidade cresce no País
No Brasil, a geração distribuída também tem muito espaço para se desenvolver já que representa, no momento, menos de 0,01%, da demanda local. Até novembro deste ano, a modalidade significava uma capacidade de 565,8 MW, sendo que 99,5% dos empreendimentos de geração nessa área são fotovoltaicos. O estado que mais tem aproveitado essa alternativa no País é Minas Gerais, com 103,4 MW de energia solar de capacidade em projetos de geração distribuída, seguido do Rio Grande do Sul, com 70,2 MW. Sem contar as usinas solares de maiores portes, o investimento dos pequenos.

Com informações do Jornal do Comércio