Atlas Solar mostra áreas potenciais para atração de empreendimentos de energia renovável no RS

A energia solar é um mercado cada vez mais competitivo impulsionado pela diminuição dos preços dos equipamentos e dos aumentos dos preços da eletricidade

Por Portal de Notícias 11/12/2018 - 17:19 hs
Foto: Reprodução
Atlas Solar mostra áreas potenciais para atração de empreendimentos de energia renovável no RS
Mapa aponta as área do estado mais favoráveis para empreendimentos solares

Um novo estudo mais específico sobre os pontos de energia renovável a serem explorados no território gaúcho foi lançado, nesta terça-feira (11), pela Secretaria de Minas e Energia, no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Chamado Atlas Solar do Rio Grande do Sul, o documento indica a potencialidade de aproveitamento de energia solar no estado, considerado vice-líder nacional em potência fotovoltaica instalada. Entre as informações mais importantes do mapeamento está a capacidade de incrementar o desenvolvimento econômico e humano através da atração de novos investimentos.


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Bem como o Atlas Eólico e o da Biomassa, lançados em 2014 e 2016, respectivamente, o mapeamento é um importante instrumento para a elaboração de políticas públicas. O estudo foi realizado através de dados de modelo numérico atmosférico específico para mapeamento solar, validados pelas informações obtidas de 33 estações terrestres automáticas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em solo gaúcho.
Entre os apontamentos, o Atlas Solar mostra que com a utilização de apenas 2,1% da área não urbana do estado, considerada apta para instalação de projetos fotovoltaicos, é possível instalar uma potência de 23GW de energia fotovoltaica e produzir, anualmente, cerca de 34TWh de eletricidade. O número é equivalente à média do consumo gaúcho de energia elétrica registrada nos últimos sete anos, incluindo as perdas do sistema.
- (O Atlas) é um documento extremamente técnico, único e inovador, que revela uma janela de oportunidades para o RS. O mapeamento mostra a alta concentração de incidência solar no Norte, na Fronteira Oeste e Metade Sul do estado, o que pode resultar na implantação de grandes empreendimentos - complementou a secretária de Minas e Energia, Susana Kakuta.
Uma das ações em inovação em energia renovável promovida pelo governo do Estado, conforme destacou a secretária, é a construção de uma usina fotovoltaica, na cobertura do prédio da Secretaria da Educação no Centro Administrativo do Estado, o que pode trazer economia de até 15%. Orçado em R$ 4,1 milhões, o projeto da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em parceria com a Companhia Estadual de Energia Elétrica (Ceee), terá potência total de 0,5 megawatt.

Mapeamento solar do RS

A energia do sol é o recurso natural mais abundante e essencial para a vida podendo ser aproveitada em diferentes níveis. Segundo o Atlas Solar, a energia fotovoltaica em particular está em franco desenvolvimento no mundo, em que a capacidade instalada vem crescendo de forma exponencial alcançando 404,5GW em 2017. É um mercado cada vez mais competitivo impulsionado pela diminuição dos preços dos equipamentos e dos aumentos dos preços da eletricidade.



Atualmente, o Rio Grande do Sul é vice-líder nacional em potência fotovoltaica instalada e o quarto lugar em energia eólica. Exemplos de políticas que beneficiaram a atração de empreendimentos que utilizam energia renovável são a Lei 52.964/2016, sobre isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias na Geração Distribuída, e a Resolução CONSEMA 372/2018, sobre isenção de Licenciamento Ambiental para autoprodução e geração distribuída de energia elétrica a partir de fonte solar ou eólica, regradas pela Resolução Normativa nº 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica.
A apresentação realizada pelo diretor de Inovação, Fontes Energéticas e Mineração, Eberson Silveira, com dados detalhados sobre o mapeamento solar pode ser conferida na íntegra aqui. O documento físico foi entregue ao governador e o estudo completo, em formato digital, será disponibilizado no site da secretaria em breve. O mapeamento foi realizado em parceria com empresas do setor privado e as universidade UFRGS, PUCRS e UERGS.