Contrato do Estado com o Hospital de Charqueadas ainda não foi assinado

Vereadora Rosângela entrou com pedido informações ao Município. Direção diz que assinatura vai ocorrer em alguns dias

Por Portal de Notícias 07/11/2018 - 18:15 hs
Foto: Marcos Essvein
Contrato do Estado com o Hospital de Charqueadas ainda não foi assinado
Hospital foi reaberto em dia 1º de outubro

Reaberto à população há pouco mais de um mês, o Hospital de Charqueadas ainda não assinou o contrato com o Governo do Estado. Administrada pela Associação Hospitalar Vila Nova (AHVN), a instituição deverá receber um repasse mensal de aproximadamente R$ 400 mil do Estado e outros R$ 380 mil do Município de Charqueadas.
A preocupação com a falta de assinatura do contrato com o Estado foi pauta da vereadora Rosângela Dornelles (PT) na sessão da Câmara de Vereadores de ontem (6). Ela apresentou pedido de informações sobre esta situação. “Que o Executivo Municipal mande cópia do contrato de prestação de serviço para atendimento no hospital e no sistema de saúde prisional que o Município tem com o Vila Nova”, diz o pedido de informações. A vereadora teme que, sem os repasses do Estado, o hospital passe por dificuldades financeiras e seja novamente fechado.
De acordo com o gerente do hospital, Luiz Carlos Rocha Jr., o contrato ainda não foi assinado devido ao trâmite normal do processo na Secretaria Estadual de Saúde. Todos os documentos necessários foram encaminhados e ele acredita que até o dia 20 deste mês tudo esteja regularizado.
- O secretário estadual de Saúde, Francisco Paz, nos passou muita tranquilidade – diz Rocha, que informou, ainda, que o Município de Charqueadas “está cumprindo com sua participação”.

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O hospital em números
O Hospital de Charqueadas funciona 24 horas por dia, conta com um total de 60 leitos, sendo que 30 são destinados para a população carcerária, 21 para clínica geral e nove para saúde mental pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O quadro de pessoa conta com 112 colaboradores, sendo 84 diretos, 20 prestadores de serviços e oito de apoio da matriz.
No primeiro mês após a reabertura, foram realizados 4,3 mil atendimentos no pronto-atendimento. Neste período, foram realizadas 238 internações; cinco transferências para alta complexidade, 12.473 mil procedimentos de administração de medicamentos; 237 atendimentos de emergência, 342 procedimentos ambulatoriais, 23 eletrocardiogramas, 266 exames laboratoriais e 745 radiografias. Ocorreram, ainda, 17 óbitos.
O gerente Luiz Carlos Rocha Jr. revela que o número de atendimentos do sistema prisional foi muito baixo, não chegando a totalizar 50.

Relembre
O Hospital havia sido transformado em um pronto-atendimento em 2013, mas acabou sendo fechado em junho de 2017. Após negociações entre AHVN, Estado e Prefeitura, a previsão inicial era reabrir no mês de julho deste ano, mas a necessidade de reformas, a falta de documentos e da liberação da Vigilância em Saúde provocou o adiamento dos planos e o hospital foi reaberto em 1º de outubro.