Desaparecimento de moradora de Charqueadas completa sete dias

Tatiane Berbigier de Souza sofre de transtorno esquizoafetivo e pode ter deixado a região

Por Portal de Notícias 06/11/2018 - 11:03 hs
Foto: Arquivo da Família
Desaparecimento de moradora de Charqueadas completa sete dias
Tatiane Berbigier de Souza sumui na última quarta-feira

Hoje se completam sete dias do desaparecimento da charqueadense Tatiane Berbigier de Souza, 45 anos, que sofre de síndrome esquizoafetiva depressiva e pode ter deixado a região Carbonífera.
Tatiana morava sozinha na Rua José Vanderlei Leal, 118, no Jardim São Francisco, em Charqueadas, e saiu de casa às 4h42min da última quarta-feira (31) e não foi mais localizada pela família. Um vídeo de câmeras de videomonitoramento mostra o momento em que Tatiane saiu de casa, mas não é possível identificar as roupas que usava, apenas que estava com a mesma bolsa da fotografia divulgada pela família.



Depois da notícia do desaparecimento veiculada nas redes sociais e veículos de comunicação da região, surgiram vários relatos de pessoas que teriam visto Tatiane em diversos pontos da cidade de Charqueadas e até em outra cidade. Todos estão sendo averiguados, mas segundo Rochelly Berbigier, filha de Tatiane, muitos não são verdadeiros.
- Estamos tentando mais câmeras em Charqueadas, imagens da Gerdau, do Hospital, da parada de ônibus dos presídios. São lugares em que dizem ter visto ela, mas precisamos nos certificar porque vieram muitas informações falsas. Recebemos uma informação de que viram ela embarcar no (ônibus do) Vitória na parada dos presídios e descer em Eldorado. Mas estamos buscando câmeras no local para confirmar. A única certeza que temos é que ela saiu com essa bolsa e já pode estar em outras cidades da região
– revela Rochelly.




De acordo com Rochelly, quando em crise de transtorno esquizoafetivo Tatiane apresenta sintomas como delírios, transtornos de pensamento, pensamento acelerado, pensamentos suicidas, ansiedade, desesperança e euforia. Ela também costuma pedir dinheiro para às pessoas.

- Mas ela sempre é muito carinhosa, não fica violenta. Se for abordada, ela reagirá bem – diz Rochelly.
Rochelly revela que uma dos fatores que pode ter agravado o problema mental de sua mãe é que ela havia perdido o benefício do INSS em junho de 2018 e na segunda-feira, dia 29, foi realizada uma perícia pela Justiça.
- Isso estava deixando ela bem nervosa nas últimas semanas – revela.
As causas dos transtornos esquizofrênicos são ainda desconhecidas. O modelo de doença de maior aceitação é o da “vulnerabilidade versus estresse”, um conceito que propõe que a vulnerabilidade aumenta o risco para o desenvolvimento de sintomas na presença de estressores ambientais e na falha de mecanismos adaptativos para lidar com eles. Os fatores de vulnerabilidade são baseados em um componente biológico que inclui predisposição genética interagindo com fatores complexos físicos, ambientais e psicológicos

Como ajudar

Quem tiver alguma informação por entrar em contato com a Brigada Militar pelo telefone 190, com a Polícia Civil pelo telefone 197, ou com os filhos Mauricio (51) 996488819 e Rochelly (11) 9947218564 pelos telefones ou pelo Facebook.