São Jerônimo registra a segunda morte por gripe da região Carbonífera

Número de óbitos por gripe no RS sobe para 54 e já é superior a todo o ano de 2017

Por Portal de Notícias 08/08/2018 - 08:48 hs
Foto: Divulgação
São Jerônimo registra a segunda morte por gripe da região Carbonífera
Região Carbonífera já tem cinco casos de gripe registrados

O Número de mortes por gripe no Rio Grande do Sul subiu para 54, conforme boletim divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde. O último levantamento semanal indicava 44 vítimas da doença. Em todo o ano passado, foram 48 mortes.
Somente pelo vírus H1N1 (Influenza A), foram 38 mortes registradas. Outras sete foram por H3N2 (Influenza A), outras cinco por Influenza A não subtipado e quatro por Influenza B.

A região Carbonífera já registra duas mortes, uma em Charqueadas e outra em São Jerônimo. Sete mortes ocorreram em Porto Alegre e outras sete em Caxias do Sul. Quatro mortes foram registradas no município de Canoas, quatro em Passo Fundo, duas em Canela, duas em Flores da Cunha, duas em São Marcos, duas em Sapiranga, duas em Taquara e duas em Tramandaí. As demais foram registradas em Alvorada, Antônio Prado, Araricá, Balneário Pinhal, Cachoeira do Sul, Carazinho, Farroupilha, Gramado, Guaíba, Lajeado, Nova Petrópolis, Novo Hamburgo, Parobé, Roca Sales, São Leopoldo, Terra de Areia, Tupanciretã e Vera Cruz.
De acordo com o boletim, ao todo, foram registrados 431 casos de gripe no estado. Na região Carbonífera são cinco casos: dois em Charqueadas, dois em São Jerônimo e um em Butiá

Mesmo quem tomou a vacina da gripe nos anos anteriores, precisa renovar a dose. Ela protege contra três tipos – Influenza A (H1N1), A (H3N2) e B.


A gripe

A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus influenza que provoca febre, tosse, dor de garganta, dores no corpo e mal estar. O maior problema da influenza são as complicações como otites e pneumonias, que podem levar à internação e até mesmo ao óbito.

Medidas de prevenção

Uma ação fundamental para diminuir a circulação dos vírus da gripe é a adoção de hábitos simples. Confira:

* Higienizar as mãos com frequência;

* Utilizar lenço descartável para higiene nasal;

* Cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir;

* Higienizar as mãos após tossir ou espirrar;

* Evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca;

* Não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal;

* Evitar aperto de mãos, abraços e beijo social;

* Reduzir contatos sociais desnecessários e evitar, dentro do possível, ambientes com aglomeração;

* Evitar visitas a hospitais;

* Ventilar os ambientes.

Duas perguntas frequentes

Resfriado e influenza (gripe) são a mesma coisa?

Não. O resfriado geralmente é mais brando que a gripe e pode durar de 2 a 4 dias. Também apresenta sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreas superiores, mas a febre é menos comum e, quando presente, é de baixa intensidade. Outros sintomas também podem estar presentes, como mal-estar, dores musculares e dor de cabeça. Assim como na gripe, o resfriado comum também pode apresentar complicações como otites, sinusites, bronquites e até mesmo quadros mais graves, dependendo do agente etiológico que está provocando a infecção.

Qual a diferença da gripe comum para a "gripe A"?

O que popularmente ficou conhecida como "gripe A" é, na verdade, a gripe causada pelo vírus influenza A H1N1. Em 2009, o mundo enfrentou uma pandemia desta gripe, com grande repercussão na saúde das pessoas e sobrecarga da rede de serviços de saúde. O Estado do Rio Grande do Sul foi duramente atingido no inverno daquele ano, com registro de 3.585 casos confirmados da doença e 298 óbitos.

Em 10 de agosto de 2010, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou o fim da pandemia e início da fase pós-pandêmica, indicando que o vírus H1N1 se manteria em circulação, apresentando comportamento de vírus sazonal. A ocorrência de casos confirmados da doença é, portanto, esperada e o monitoramento destes casos no RS confirma a indicação da OMS: a circulação do vírus da Influenza A H1N1 não se caracteriza como uma situação atípica no cenário do inverno gaúcho, sendo mais um agente, entre vários, que causam doenças respiratórias agudas.
Outro vírus influenza A que também está circulando pelo mundo é o H3N2. A vacina contra a gripe protege tanto contra o H1N1 como contra o H3N2, além de também oferecer proteção contra influenza B.