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São Jerônimo, RS,17/10/2026

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Datafolha mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 35% no primeiro turno

Pesquisa aponta vantagem de quatro pontos para o presidente; em uma eventual segunda rodada, Lula aparece com 46% contra 44% do senador

Divulgação
Datafolha mostra Lula com 39% e Flávio Bolsonaro com 35% no primeiro turno Lula e Flávio Bolsonaro
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na
liderança da corrida presidencial no primeiro turno, com 39% das intenções de
voto, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11/09). O senador
Flávio Bolsonaro (PL) registra 35%.

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Na sequência aparecem o escritor Augusto Cury (Avante), com
6%; o governador Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Renan Santos (Missão), com 3%; e
o governador Romeu Zema (Novo), com 2%.

Samara (UP), Edmilson Costa (PCB), Clariana Barão (DC) e Rui
Costa Pimenta (PCO) têm 1% cada. Brancos e nulos somam 6%, enquanto 4% dos
entrevistados afirmaram estar indecisos.

Na pesquisa anterior, realizada uma semana antes, Lula tinha
38% e Flávio Bolsonaro, 33%. Augusto Cury aparecia com 8%.

Lula mantém vantagem em eventual segundo turno

Em uma simulação de segundo turno entre Lula e Flávio
Bolsonaro, o presidente também aparece à frente, mas dentro da margem de erro.

Lula registra 46% das intenções de voto, contra 44% de
Flávio. O resultado é o mesmo da rodada anterior, quando os dois também tinham
46% e 44%, respectivamente.

O Datafolha ouviu 2.002 eleitores entre terça-feira (08/09) e quinta-feira (10/09), em 125 municípios brasileiros. A pesquisa foi encomendada pela Folha e pela TV Globo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-01833/2026.

Pesquisa foi realizada durante crise no STF

O levantamento foi realizado em meio à crise envolvendo
ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). As entrevistas foram encerradas
antes da divulgação, nesta sexta-feira (11/09), de que Flávio Bolsonaro é
investigado em um inquérito relacionado ao caso "Dark Horse" e da
determinação para retirada do sigilo de informações da investigação.

A crise no STF ganhou força após o ministro André Mendonça
divulgar um relatório sigiloso que apontava relações próximas entre o ministro
Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, preso sob
acusação de comandar um esquema de fraude financeira.

Moraes reagiu formalmente aos atos de Mendonça. Na
sequência, Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia
Federal e do diretor de inteligência da corporação. O presidente do STF, Edson
Fachin, suspendeu as medidas em uma tentativa de conter o conflito.

Fachin também marcou para a próxima terça-feira (15/09) uma
sessão para discutir a abertura ou não de investigação sobre Moraes, que foi
retirado do inquérito das fake news, conduzido por ele desde 2019.

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