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São Jerônimo, RS, 13/07/2024

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Na Ulbra, união dos três poderes discute reconstrução do RS

Secretário, governador e prefeitos participam de evento sobre enchentes

Marcelo Eberhardt / Ulbra
Na Ulbra, união dos três poderes discute reconstrução do RS Reitor e presidente emérito do Grupo Sinos, Mário Gusmão, entregaram documento a governador e secretário
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Dois meses após o auge das cheias que atingiram o Rio Grande do Sul, é chegado o momento de discutir soluções para que a sociedade e a economia do Estado possam voltar a avançar, principalmente no que diz respeito ao que deve ser feito para que este cenário não volte a acontecer. A Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) se coloca à disposição das autoridades e entidades. Nesta segunda-feira (8/07), o campus Canoas sediou o seminário Desafios da Região Metropolitana: O que fazer após a maior enchente da história do RS.

Realizado pelo Grupo Sinos, o evento contou com a participação do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, do secretário-executivo do Ministério da Reconstrução, Maneco Hassen, além de prefeitos da Região Metropolitana e técnicos do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS, do CREA/RS, do CAU/RS, da Sociedade de Engenharia e do Comitesinos.

Em pauta, as propostas de cada ente para que a tragédia de maio não volte a se repetir. As ações também foram listadas em documentos entregues previamente pelos painelistas, e formarão o caderno do "Pacto contra enchentes na Região Metropolitana", assinado pelos participantes e entregue aos governos federal e estadual para ações futuras.

O Grupo Sinos escolheu a Ulbra como local para o evento em reconhecimento pelo trabalho da Universidade durante as enchentes. Da noite para o dia, 7,8 mil pessoas passaram a viver no campus, acompanhadas de 3 mil animais de estimação, muitos deles atendidos no Hospital Veterinário. A escolha também foi feita em solidariedade ao município de Canoas, que foi gravemente atingido, tendo contabilizado 70 mil imóveis atingidos e mais de 30 mortes.

Na abertura do evento, o reitor da Ulbra no Rio Grande do Sul, Thomas Heimann, destacou a atuação da Universidade em prol da comunidade.

— Deixamos em segundo plano a nossa atividade-fim, de oferecer à sociedade uma educação de excelência, para exercer a função primeira e principal de qualquer instituição de ensino, que é acolher e estar a serviço das comunidades onde estamos inseridos. A Ulbra, quando chamada pelos órgãos públicos, não hesitou em abrir as portas para acolher milhares de refugiados climáticos da nossa região — destacou Heimann.

União dos três poderes

A participação de diferentes autoridades reflete a união em torno da reconstrução do Rio Grande do Sul.

O secretário-executivo do Ministério da Reconstrução, Maneco Hassen, classificou a oportunidade como "um momento importante para encontrarmos o caminho para melhorar a qualidade dos diques, a situação das bombas e, junto com isso, obviamente, pensar no futuro, no meio ambiente e tratar como a gente pode evitar tragédias como essa”.

Para o secretário-chefe do Escritório de Resiliência Climática de Canoas, José Fortunati, a escolha da cidade e da Universidade para a realização do seminário é simbólica.

— A Ulbra, indiscutivelmente, foi a maior acolhedora entre todas as instituições e entidades. Um modelo, sem dúvida nenhuma, que merece ser reverenciado do ponto de vista humanístico. Nada melhor do que a Ulbra Canoas para que, simbolicamente, a gente possa pensar para o futuro de todo Rio Grande do Sul — afirma Fortunati.

Após os primeiros momentos de acolhimento e abrigo, o deputado federal Luiz Carlos Busato destaca a importância de discutir o futuro e as próximas ações.

— Não podemos perder os horizontes do que nós temos que fazer para evitar que isso aconteça de novo. Este evento, patrocinado e promovido pela Ulbra e pelo Grupo Sinos, é de uma grande importância — enfatiza Busato.

O deputado estadual Miguel Rossetto adiciona que pensar no futuro passa pela compreensão a respeito das mudanças climáticas.

— Temos que aprender a conviver com uma nova realidade climática. É preciso, então, fortalecer e atualizar o atual sistema de proteção contra cheias e ampliar esses sistemas a partir de novos investimentos — conclui Rossetto.

Governador destaca projetos de proteção

O governador Eduardo Leite ressaltou a importância do evento para discutir a "solução de alternativas e técnicas para viabilizar maior resiliência" da Região Metropolitana. Leite também parabenizou a Universidade.

— Há todo um símbolo, além de ser em um município que foi muito afetado, é sede de uma instituição que foi extremamente solidária e de uma postura admirável, digna dos maiores elogios, acolhendo milhares de pessoas, milhares de animais e ajudando a enfrentar um momento muito dramático — disse.

Leite falou sobre a necessidade de ações que promovam a resiliência das cidades.

— As mudanças climáticas são uma realidade. Precisamos estar muito bem estruturados e protegidos. Isso envolve sistemas de proteção, novo planejamento urbano, desassoreamento de rios e infraestrutura resiliente para suportar as pressões, como aeroportos e rodovias estruturadas", afirmou. — Estamos buscando viabilizar recursos, tanto do Tesouro do Estado quanto de financiamentos da União.

O governador comentou quatro projetos de sistemas de proteção que dependem de aportes do governo federal. Dois deles já estão com anteprojetos prontos e estudos de impacto ambiental aprovados: o do rio Jacuí, destinado à proteção de Eldorado do Sul, e o do Arroio Feijó, para Alvorada e Porto Alegre. Outros dois, na Bacia do Gravataí e do Sinos, ainda estão em fase de elaboração de estudo de impacto ambiental.

Considerando apenas esses quatro projetos, o custo estimado chega a R$ 4 bilhões.

— Vamos buscar a aprovação dos projetos junto à União, que tem capacidade financeira e, inclusive, a obrigação constitucional de estabelecer medidas contra enchentes — acrescentou o governador, lembrando, ainda, a necessidade de avançar na revisão de sistemas de proteção na bacia do Guaíba e em estudos de impacto ambiental na bacia do Caí.

Os técnicos apontaram sugestões para qualificar o sistema de proteção da Região Metropolitana. O documento que reúne as propostas foi entregue aos governos federal e estadual e servirá de base para análises técnicas.

Com informações da Ulbra e Governo do Estado

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