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São Jerônimo, RS,05/11/2026

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Mina Guaíba: TRF4 nega recurso da Copelmi para excluir povo Guarani do processo

Processo de licenciamento ambiental está suspenso desde fevereiro

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Mina Guaíba: TRF4 nega recurso da Copelmi para excluir povo Guarani do processo Mina Guaíba será instalada entre Charqueadas e Eldorado do Sul
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O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) negou, na quinta-feira (22/10), recurso de agravo de instrumento da empresa mineradora Copelmi contra a decisão de primeiro grau que habilitou o Conselho de Articulação do Povo Guarani (CAPG) e a comunidade da Tekoá Guajayvi no polo ativo da Ação Civil Pública que questiona a falta de consulta prévia, livre e informada no processo de licenciamento ambiental da Mina Guaíba. O recurso solicitava a exclusão da comunidade Guarani do polo ativo do processo.
Em fevereiro deste ano, uma decisão da Justiça Federal suspendeu o processo de licenciamento na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), até que os estudos ambientais feitos pela Copelmi levem em consideração a presença das comunidades indígenas no entorno do empreendimento. Além disso, prevê a realização de Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) das comunidades Guaranis atingidas pelo empreendimento, no processo de licenciamento ambiental da Mina Guaíba que tramita na Fepam.
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O pedido da mineradora, na avaliação do advogado Emiliano Maldonado, da Rede Nacional de Advogados/as Populares (RENAP) afronta o art. 232, da Constituição Federal, que afirma: “Art. 232. Os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses, intervindo o Ministério Público em todos os atos do processo”.
O projeto da Mina Guaíba, da empresa Copelmi, prevê a instalação de uma mina de carvão a céu aberto numa área que abrange os municípios de Eldorado do Sul e Charqueadas, a aproximadamente 16 quilômetros da Porto Alegre.
Em outubro de 2019, o Ministério Público Estadual do Rio Grande do Sul decidiu ingressar com uma ação contra a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e o Estado do RS com o objetivo de suspender a emissão de licença ambiental para qualquer empreendimento relacionado ao projeto de instalação do Polo Carboquímico na Região Metropolitana de Porto Alegre. O MP identificou um déficit democrático grave no processo de licenciamento ambiental em curso e a ausência de uma avaliação dos impactos potenciais sinérgicos dos empreendimentos que compõem o projeto do Polo Carboquímico
Na ocasião, Ana Maria Marchesan, promotora da área ambiental, citou a ausência de escuta e consulta a comunidades que serão impactadas pelo projeto de mineração e lembrou que todo o direito ambiental é permeado pela questão democrática.

As informações são do Sul21

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