Policiais civis protestam contra atraso nos salários de abril

Antes de manifestação, policiais civis foram recebidos na Assembleia, onde falaram da situação dos empréstimos junto ao Banrisul e dos presos em delegacias

Por Portal de Notícias 01/06/2020 - 14:23 hs
Foto: Divulgação/UGEIRM
Policiais civis protestam contra atraso nos salários de abril
Policiais civis fizeram protesto respeitando distanciamento em frente ao Palácio Piratini

Um grupo de policiais civis se manifestou, nesta segunda-feira (1º/06), em frente ao Palácio Piratini, sede do Executivo estadual. Vinculados à UGEIRM Sindicato, os agentes pediram o pagamento dos salários. A folha de abril ainda não foi quitada pelo Governo do Rio Grande do Sul. Até agora, apenas R$ 4 mil foram depositados nas contas dos servidores. O restante dos salários ainda não tem data para ser pago.
O Piratini afirma que depende do repasse do socorro financeiro da União aos estados para quitar a folha do Executivo.
O vice-presidente da UGEIRM, Fábio Castro, cobrou uma solução rápida, ainda que paliativa, para o problema.
- A gente entende que esse processo todo da pandemia agravou a situação econômica. Nós temos que tentar encontrar uma solução, mesmo que emergencial, mesmo que paliativa, que passa para além dessa questão da ajuda emergencial aos estados. Nós não sabemos quando esse dinheiro vai chegar – disse Castro.

EMPRÉSTIMOS CONSIGNADOS

Os policiais civis também pediram a suspensão da cobrança dos empréstimos contraídos por servidores junto ao Banrisul. O refinanciamento proposto pelo banco prevê a suspensão de pagamentos por 90 dias. No entanto, muitos funcionários públicos já não têm margem para realizar a operação, em razão do parcelamento de salários.
Dirigentes da UGEIRM foram recebidos pelo presidente da Assembleia, deputado Ernani Polo. De acordo com Fábio Castro, o parlamentar intermediou o contato entre policiais civis e a direção do Banrisul.
- Inclusive nós conseguimos falar, por telefone, com o presidente do Banrisul [Cláudio Coutinho], que sinalizou para uma nova fórmula de cálculo para a questão dos consignados - revelou o vice-presidente do sindicato.

PRESOS EM DELEGACIAS

Os sindicalistas também protestaram contra a permanência de presos nas delegacias de Polícia. A prática já era comum antes da pandemia, com a falta de vagas em presídios. O vice-presidente da UGEIRM ressaltou que a situação coloca em risco os policiais civis.
- Os presos continuam nas delegacias. Isso aí é um vetor para contaminação – disse Fábio Castro.
A manifestação da UGEIRM reuniu uma dezena de policiais civis em frente ao Palácio Piratini. Os agentes usavam máscaras e respeitaram o distanciamento social.

As informações são da Rádio Guaíba

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