Entenda o plano de retomada gradual do ensino no Estado

CPERS vê com ressalvas o calendário apresentado pelo governador Eduardo Leite

Por Portal de Notícias 28/05/2020 - 09:02 hs
Foto: Banco de Imagens
Entenda o plano de retomada gradual do ensino no Estado
Retorno será com aulas remotas em junho

A elaboração de um plano de retomada das aulas no Rio Grande do Sul passa por um processo complexo, na medida em que resultaria na movimentação de mais de 20% da população gaúcha, entre estudantes das redes pública e privada de diversos níveis de ensino e profissionais ligados à educação e a serviços correlacionados.
Devido a essa complexidade, o Executivo anunciou, nesta quarta-feira (27/05), que dividiu em cinco etapas o retorno gradual das atividades de ensino. A capacidade de adaptação ao distanciamento controlado e suas bandeiras por parte das atividades econômicas é distinta do sistema escolar. Por isso, o governo do Estado realizará o retorno gradual das aulas presenciais, na medida em que observar se há condições de saúde favoráveis, priorizando a proteção da vida dos estudantes, dos professores e dos funcionários.

ETAPAS PARA RETOMADA GRADUAL DAS ATIVIDADES DE ENSINO

Etapa 1 – 1º de junho

A primeira etapa está prevista para começar em 1º de junho e envolve apenas o ensino remoto, tanto na rede pública como na rede privada. O ensino remoto será na modalidade híbrida, com uso de tecnologia e com a disponibilização de materiais aos pais e responsáveis com dificuldade de acesso via internet. As aulas remotas são prioridade do plano de retomada e alicerce fundamental do modelo híbrido que será implementado.
Na rede pública, as aulas serão oferecidas com o apoio da plataforma Classroom, do Google for Education, e envolve o espelhamento de mais de 37 mil turmas, ou seja, criar no ambiente virtual espaços correspondentes para todas as turmas. Além disso, serão criados mais de 300 mil ambientes virtuais/componentes/disciplinas, ofertadas mais de mil turmas preparatórias para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e organizados 2,5 mil pátios para recreio virtual (espaço de integração entre os alunos para que possam conversar e trocar experiências). Também estão previstos criação de salas de professores, serviços de orientação educacional e de coordenação pedagógica virtual.

Etapa 2 – 15 de junho

Para a segunda etapa, cujo início será em 15 de junho, estão previstas atividades de Ensino Superior, Pós-Graduação e Ensino Técnico Subsequente. A retomada será restrita ao estágio curricular obrigatório e às atividades práticas de ensino essenciais à conclusão de cursos, de pesquisa e em laboratórios. A estimativa é de que 41 mil alunos retornem às aulas nesta etapa.

PROTOCOLOS PARA REALIZAÇÃO DE ATIVIDADES

Ensino Superior, pós-graduações e Ensino Técnico

Bandeira amarela e laranja

• Teto de operação: 50% do alunado (50/50 escala ou revezamento), restrito a atividades práticas de ensino essenciais à conclusão do curso, à pesquisa e a estágio curricular obrigatório. Atividades em laboratórios e plantão individualizado sob agendamento.
• Modo de operação: presencial restrito/EAD (50/50)

Bandeira vermelha e preta

• Teto de operação: 25% do alunado, restrito a atividades de laboratório essenciais à manutenção de seres vivos, sob agendamento.
• Modo de operação: presencial restrito/EAD (50/50)

Cursos livres

Bandeira amarela e laranja
• Teto de operação: 50% do alunado (50/50 escala ou revezamento)
• Modo de operação: presencial restrito/EAD (50/50)

Bandeira vermelha e preta
• Fechado

Observação: as etapas 3, 4 e 5 ainda serão definidas pelo governo do Estado.

Etapa 3 – anúncio em 15 de junho para retomada em 1º de julho
Etapa 4 – anúncio em 1º de julho para retomada em 3 de agosto
Etapa 5 – anúncio em 3 de agosto para retomada em 1º de setembro

CPERS VÊ RETOMADA COM RESSALVAS

Após o governo estadual ter anunciado o cronograma de retomada das aulas, o Cpers Sindicato reagiu com ressalvas ao calendário apresentado pelo governador Eduardo Leite, na tarde de ontem. O sindicato dos professores estaduais referenda a decisão do Palácio Piratini de adiar o retorno presencial das aulas para julho, mas critica o fato de não ter sido consultado para elaboração do plano.
- Fiquei satisfeita em ver o governo anunciar que as aulas presenciais não começarão em 1° de junho. Vamos continuar com nossas aulas a distancia, domiciliares, que é a melhor forma de estarmos junto com nossos alunos e impedirmos a proliferação do coronavírus. Mas fiquei preocupada quando o governo diz que não ouviu o sindicato porque o sindicato não é representante da Educação, que somos representantes dos educadores, professores e servidores que fazem a Educação acontecer - disse a presidente do Cpers, Helenir Schürer.
A professora também adverte para a possibilidade de o Estado retomar as atividades do ensino infantil, de forma presencial, já a partir de julho.
- Espero realmente que o governo repense porque, de que forma nós vamos manter o distanciamento de uma criança de zero a três anos? - questiona. Helenir Schürer ainda alerta para a falta de testagem em massa de professores, servidores e alunos para se garantir uma retomada segura do calendário letivo.

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