Operação Camilo investiga desvio de recursos públicos da saúde na ordem de R$ 15 milhões

Entre os presos está o prefeito de Rio Pardo, Rafael Barros (PSDB), que, por determinação judicial, teve ainda o mandato suspenso por 180 dias

Por Portal de Notícias 27/05/2020 - 08:28 hs
Foto: Divulgaçaõ / MPRS
Operação Camilo investiga desvio de recursos públicos da saúde na ordem de R$ 15 milhões
Prefeito de Rio Pardo foi preso nesta manhã

A Força-Tarefa formada pela Polícia Federal, Ministério Público do Rio Grande do Sul, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – Núcleo Saúde, Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul e Ministério Público Federal cumpre, na manhã desta quarta-feira (27), 129 medidas judiciais em investigação que apura crimes de fraude à licitação, peculato, corrupção passiva, organização criminosa, ocultação de bens, crime de responsabilidade e desobediência. O prejuízo estimado que está sob suspeita, até o momento, é de R$ 15 milhões em recursos da saúde repassados pela União e pelo Estado do Rio Grande do Sul a uma Organização Social.
A deflagração da Operação Camilo ocorre nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e no Rio de Janeiro, com o cumprimento de 61 mandados de busca e apreensão, 15 de prisão temporária, além de medidas judiciais de arresto/sequestro de bens móveis e imóveis, bloqueio de valores depositados em contas dos investigados e de empresas e afastamento cautelar de funções exercidas por servidores públicos municipais. As ordens judiciais foram expedidas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região e pela Justiça Estadual de Rio Pardo.
Entre os presos está o prefeito de Rio Pardo, Rafael Barros (PSDB), que, por determinação judicial, teve ainda o mandato suspenso por 180 dias. O secretário da Saúde, Augusto Pellegrini, e o procurador do município, Milton Coelho, também foram detidos. Os contratos alvos dos promotores são referentes aos serviços de saúde pública, hospital e postos de saúde. Uma organização com atuação nacional, contratada pela prefeitura, terceirizava as atividades para empresas menores.
Ao menos cinco viaturas cercaram o prédio da prefeitura às 6h30min. Em torno de 15 agentes federais e promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP entraram na sede do Executivo às 7h.
Mandados também estão sendo cumpridos em Porto Alegre.

ENTREVISTA COLETIVA

Será realizada entrevista coletiva às 10h desta quarta-feira, 27 de maio, na Superintendência Regional da Polícia Federal no Rio Grande do Sul (Av. Ipiranga, 1365 – Porto Alegre/RS).

Com informações do MPRS e Rádio Gaúcha

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