Paciente terá de assinar termo de consentimento para uso da cloroquina no tratamento do coronavírus

Novo protocolo do Ministério da Saúde permite uso do medicamento em todos os casos da doença

Por Portal de Notícias 20/05/2020 - 11:20 hs
Foto: Banco de Imagens
Paciente terá de assinar termo de consentimento para uso da cloroquina no tratamento do coronavírus
Novo protocolo do Ministério da Saúde permite uso do medicamento em todos os casos da doença

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, divulgou nesta quarta-feira (20/05) o novo protocolo para ampliar a recomendação do uso da cloroquina por pacientes do novo coronavírus, apesar da falta de comprovação científica de eficácia do medicamento.
Pela recomendação, os pacientes podem tomar, entre o primeiro e 14º dia, cloroquina ou sulfato de hidroxicloroquina associado à azitromonicina durante cinco dias. A orientação vale para todos os casos (leves, moderados e graves), observadas as especificações de dosagem. Para os casos graves, o medicamento é indicado também após o 14º dia, observando as características de cada paciente.



O documento divulgado pelo Ministério da Saúde faz algumas ressalvas. Entre elas, que o medicamento deve ser prescrito por um médico e que ele tem autonomia para decidir ou não sobre o uso.
O texto afirma também que não existe outro medicamento eficaz disponível para o tratamento do novo coronavírus atualmente, que não recomenda a autoprescrição do remédio pelo portador da doença (uso sem acompanhamento médico) e que a divulgação do novo protocolo pretende uniformizar as orientações para os profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da Covid-19.
O Ministério da Saúde destaca no documento que o objetivo é ampliar o acesso dos pacientes à cloroquina e hidroxicloroquina no SUS. O Ministério ainda divulgou um modelo do termo de ciência e consentimento que deverá ser assinado pelo paciente para aceitar a prescrição, com benefícios e riscos, do medicamento.



MOVIMENTO AGUARDADO

A mudança era esperada desde que ele assumiu a pasta após a demissão de Nelson Teich na semana passada – entre outros motivos, por discordar de Bolsonaro quanto ao protocolo da cloroquina.
A nota informativa apresentada ao presidente Jair Bolsonaro na terça-feira (19/05) autoriza o uso para pacientes que apresentarem os primeiros sintomas de Covid-19 e procurarem postos de saúde. O médico terá liberdade para o uso, e os pacientes que aceitarem fazer o tratamento com a cloroquina terão que assinar um termo de consentimento.
Na manhã desta quarta, o presidente havia usado a conta que mantém no Twitter para confirmar a adoção do novo protocolo.
“Dias difíceis. Lamentamos os que nos deixaram. Hoje teremos novo protocolo sobre a Cloroquina pelo @minsaude. Uma esperança, como relatado por muitos que a usaram”, escreveu o Bolsonaro, marcando a página do Ministério da Saúde na rede social.
Antes desse novo protocolo, a recomendação era para que o medicamento fosse utilizado no tratamento de pacientes em casos graves do novo coronavírus. A indicação estava prevista em protocolo do Ministério da Saúde publicado na gestão do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que deixou o cargo em 16 de abril.
Na terça-feira (19/05), o diretor do Departamento de Doenças Transmissíveis da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Marcos Espinal, reiterou que não há evidência científica até o momento para recomendar o uso da cloroquina contra a Covid-19, e disse que a recomendação da agência é que não se utilize o remédio para tratar a doença respiratória provocada pelo novo coronavírus.

As informações são da CNN Brasil
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