Entidades e lideranças realizam ato pela duplicação da BR-290

Mobilização chama atenção para a necessidade de duplicação da rodovia entre Eldorado do Sul e Pantano Grande

Por Portal de Notícias 17/01/2020 - 14:20 hs
Foto: Divulgação
Entidades e lideranças realizam ato pela duplicação da BR-290
Foram distribuídos materiais informativos e garrafas de água mineral aso mototoristas

Nesta sexta feira (17/01), entidades realizaram uma mobilização pela duplicação da BR 290, na cidade de Pantano Grande. Alem de garrafas de água mineral, foi distribuído aos motoristas um material sensibilizando para se ter cuidado ao trafegar na via e, também, alertando ao governo federal para a necessidade urgente de duplicação da rodovia.
O ato que contou com a presença de entidades sindicais, vereadores, vice-prefeito de Pantano Grande e lideranças sociais, foi organizado pela pelo Movimento Sindical e Comunitário da Região Carbonífera (Umosic), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST) e Associação Brasileira dos Usuários de Ruas, Estradas e Rodovias (ABUR). A coordenação das atividades foi do Oniro Camillo, diretor de Organização e Mobilização da ABUR e presidente do Sindicato dos Mineiros. O Coordenador da ABUR em Pantano Grande, Ismael Motta, também esteve à frente da mobilização e organização das atividades.
A intenção foi mostrar ao governo federal a necessidade de as obras ocorrerem de forma mais rápida e de haver a liberação de mais recursos. A expectativa para 2020 é de que o governo destinará somente R$ 25 milhões, valor considerado muito abaixo do necessário.
Além da destinação de mais recursos, a mobilização cobra a manutenção da rodovia, que se encontra em péssimo estado. De acordo com a Abur, só no trecho entre Pantano e Eldorado do Sul há o registro de cerca de 50 mortes por ano.

TÉRMINO DAS PRIMEIRAS É ADIADO POR SEIS MESES

As obras de duplicação dos 115,7 quilômetros da BR-290, entre Pantano Grande e Eldorado do Sul, iniciaram em outubro de 2014, ao custo de R$ 583,55 milhões. Havia previsão de que a obra fosse concluída até outubro de 2017. Por falta de dinheiro, o prazo de término do contrato tem sido constantemente alterado.
Neste período, segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), apenas 11,44% dos trabalhos previstos foram realizados. O motivo da demora é a falta de recursos, já que até agora, R$ 88,4 milhões foram gastos nas obras, que deverão custar aproximadamente R$ 773 milhões.
Apenas dois dos quatro lotes estão em execução. No lote 1, as empresas Bolognesi, Conterra e Magna concluíram 9,19% dos trabalhos previstos. Apenas o trevo de acesso a Charqueadas está em execução. Os serviços já foram finalizados, mas ainda falta realizar os aterros de encontro do viaduto, suas contenções e a pavimentação asfáltica.
No lote quatro, 18,63% dos serviços previstos já foram realizados. A única obra em andamento é a construção do viaduto de Pantano Grande. Para concluí-lo falta ainda construir uma rua lateral, que funcionará como desvio de tráfego, fazer as contenções de um dos lados da elevada e fazer a pavimentação do trecho duplicado. Segundo o Dnit, as empresas "apresentaram problemas internos e atrasaram seus cronogramas de trabalho, mas os serviços já foram restabelecidos".
Agora, a autarquia informa que a expectativa de término dos serviços nos acessos a Pantano Grande ficou para maio e obra em Charqueadas para julho. As obras dos lotes 2, entre Eldorado do Sul e Butiá, e 3, entre Butiá e Rio Pardo, seguem paradas.