Copa América no Brasil e em Porto Alegre

Ainda teremos mais quatro jogos aqui em Porto Alegre, na Arena Grêmio

Copa América no Brasil e em Porto Alegre
Arena do Grêmio sedias os jogiosda Copa América em Porto Alegre

Depois de Venezuela 0 x 0 Peru, ainda teremos mais quatro jogos aqui em Porto Alegre, na Arena Grêmio: Uruguay x Japão (dia 20), Argentina x Catar (23), uma quarta de final (27, com a provável presença do Brasil) e uma semifinal (3 de julho). Os preços dos ingressos são inacessíveis para a maior parte do povão, mas a oferta de jogos do torneio continental sul-americano de seleções, que acontece após 30 anos no Brasil, é farta, permitindo ver na capital gaúcha craques como Guerrero, Messi, Suarez, Cavani, Alisson, Arthur, Cebolinha e, quiçá, outros mais, dependendo de quais seleções jogarem nas partidas das quartas e da semi.


Só, azar nosso, não veremos Neymar Júnior em campo, o melhor jogador brasileiro da atualidade e um dos melhores do mundo, por ele ter se lesionado no amistoso contra o Qatar. Pena que o nosso “menino”, ultimamente, esteja mais na fita por suas ações fora do que dentro do campo. Longe de mim tomar partido nesse tipo de discussão, pois devemos deixar Polícia e Justiça realizarem seu trabalho. O fato é que o Júnior (saiu igualzito ao pai?) pode se dar ao luxo de ver uma modelo brasileira que mora no Canadá pela internet, usando trajes menores que o biquíni de bolinha amarelinho tão pequenininho da Ana Maria, e dizer “Ai, ai, ai, essa garota tá pra mim”, levando-a, com tudo pago, para Paris. Quem pode, pode, quem não pode, nem na arquibancada da Arena se sacodirá. Como disse o Ronaldinho Gaúcho uma vez: “Tá com inveja, é”. Uma boa parcela da sociedade é hipócrita, sabemos, e tem gente criticando o garoto e a modelo aí, mas que adorariam estar no lugar deles, se pude$$em. Eu acho que julgar a vida dos outros é feio. Dar exemplo é o melhor que podemos fazer.

Bom, saindo das fofocas pré-Copa América e voltando a mesma, O Brasil estreou dia 14 socando 3 x 0 na Bolívia, com direito a golaço de Cebolinha. Uau syl! Usamos a camisa branca para lembrar nosso primeiro título no torneio, há cem anos, em 1919. Legal, mas não esqueçamos que esse uniforme branco é o mesmo do “maracanazo” uruguaio de 1950... Mas tudo bem, alguém poderia dizer, com razão, que o 7 x 1 levamos com a amarelinha no corpo, não é mesmo? Deixemos de lado as superstições, então.

Peru 0 x 0 Venezuela levou “apenas” 11 mil pessoas para a Arena, num domingo de sol. Jogo desinteressante e ingresso caro afastam torcida. Brasil 3 x 0 Bolívia lotou o Morumbi e rendeu a fortuna de R$ 22 milhões. Todavia, a Copa América e seu público abaixo da expectativa revelam o processo de “gentrificação” (higienização social) pelo qual passa o futebol no Brasil e no mundo (tem um artigo do jornalista Breiller Pires no jornal El País muito bom sobre o assunto, recomendo). A capacidade de público dos estádios diminuiu na proporção inversa em que aumentou o preço das entradas, afastando as classes baixas; não são mais templos, mas palácios ou mesmo shopping centers de futebol. A Arena, por exemplo: o contraste entre o seu luxo e a pobreza da vila que o circunda é gritante! Até na TV o povão foi para escanteio, eis que jogo bom agora é só em canal pago. A Globo transmitirá apenas quatro partidas em canal aberto, além das da Seleção Brasileira.

Hoje teremos Brasil em dose dupla: Brasil x Itália, pelo mundial feminino, às 16 horas, e Brasil X Venezuela, às 21h20min, ambos com transmissão ao vivo pela TV aberta. As gurias vão adiante com um empate, enquanto os guris garantem antecipadamente a classificação para a próxima fase com uma vitória. Boas chances de alegria para os que torcem pelas seleções brasileiras.

PS – Vocês sabiam que a editora Panini lançou álbuns de figurinhas tanto da Copa América quanto do mundial feminino? O primeiro, em Charqueadas, tem na Tabacaria Tri Legal, ali no Clube Tiradentes, bem no Centro; o segundo, não vi por aqui.