Segunda-feira Santa

Ocorre, logo pela manhã, o episódio da Figueira Seca

Segunda-feira Santa
Ilustração – aquarela de James Tissot (*1)

Jerusalém

Segunda-feira, 5 de abril, 27 d.C. (*2)

Na Segunda-feira Santa temos, logo pela manhã, o episódio da Figueira Seca, que terá seu desfecho no dia seguinte, conforme o Evangelho de Marcos.

Retomando a lógica dos acontecimentos do Domingo de Ramos, quando expulsou os vendilhões do templo após entrar em Jerusalém, Jesus endossa a separação necessária entre a fé e os poderes político e econômico. Foi testado por fariseus e herodianos, que pretendiam lhe fazer uma armadilha a fim de justificar sua prisão, inquirindo-lhe sobre os impostos devidos aos romanos, se era correto ou não pagá-los.

Chamando-os de hipócritas, pediu Jesus que lhe trouxessem uma moeda, ao que lhes perguntou:
- De quem é essa imagem e descrição?
- De César - responderam.
- Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.

Aqui vemos a simbologia tanto política quanto econômica da moeda ser utilizada como lição cabal acerca da separação acima referida. Um ensinamento ainda atual...
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(*1) - James Joseph Jacques Tissot (15.10.1836 – 08.08.1902), pintor francês que produziu mais de 700 aquarelas sobre a vida de Jesus e o Velho Testamento.
(*2) - Datação conforme:
PAGLIARIN, Juanribe. Jesus - A vida completa. 36ª ed. São Paulo: Bless Press. 2016.