Pedalar para não poluir

Verão, estação propícia para uma boa pedalada

Verão, praia ou rio, em suma, balneários. Estação propícia para uma boa pedalada! Bicicleta é o veículo mais barato e saudável que existe, só precisa de você para se mover e, ao pedalar, você melhora seu condicionamento físico. E, além de tudo, não polui o meio ambiente.

“Pra minha cabeça / saúde, emoção / a paisagem não passa depressa / bate mais forte o meu coração” – diz um trecho da canção Pedalar (1), do músico e compositor Alberto André, de Charqueadas, bem no espírito da sensação de liberdade e bem-estar que andar de bicicleta proporciona. Pode ser pela manhã ou no final da tarde, nos fins de semana, pela sua cidade; ou indo para o trabalho, todo dia; ou mesmo passeando entre uma cidade e outra, tipo de Charqueadas a São Jerônimo, ou a General Câmara, ou a Arroio dos Ratos e vice-versa. Seja sozinho, com seu amor, com amigos ou com algum grupo organizado de ciclistas, todas essas opções provocam a sensação que a letra da canção sugere.

Mas não vá pedalar desregradamente por aí, atrapalhando o tráfego e colocando sua vida e a dos outros em risco. Observe as regras de trânsito. Respeite o pedestre, não pedalando sobre as calçadas e parando para estes na faixa de segurança. Ande sempre no sentido do fluxo obrigatório em cada via, pela direita, mais próximo possível do meio-fio da calçada. É uma falsa sensação se de segurança andar na contramão a fim de visualizar os carros, acredite, pois não dará tempo de desviar e, pior de tudo, você estará indo em direção ao automóvel, ampliando a potencialidade do choque. Se comporte como se fosse um carro no perímetro urbano, não faça condução perigosa, burlando as regras do fluxo do trânsito, essa é uma premissa básica.

E cuide da sua magrela! Independente do modelo, mais simples ou sofisticado, o importante é ela estar regulada e lubrificada. Isso faz toda a diferença na hora de pedalar pelas ruas da urbe, mais do que o tipo de bicicleta que tu tens. A bicicleta tem de deslizar sobre o chão, ela não pode oferecer resistência aos seus músculos. Outra dica: regule bem a altura do banco. O ideal é aquela onde sua perna fique completamente esticada ao fim de cada pedalada, pois isso dará mais potência e evitará problemas futuros aos seus joelhos.

E cuide de ti mesmo! O capacete não é item obrigatório, mas protege numa queda ou num choque. Muito ciclista já morreu ao cair lateralmente e bater com a cabeça no meio fio da calçada; muita gente se perde e bate em poste, parede, muros e em veículos parados, por exemplo. Também é importante cuidar da sinalização durante os percursos noturnos, nas vias citadinas em que a iluminação pública é deficiente e, principalmente, na faixa. Grande número de ciclistas atropelados o são justamente ao guiarem em locais escuros e sem nenhuma luz sinalizadora ou mesmo refletor, pois o motorista só o percebe quando já está em cima, impossibilitando uma reação defensiva. E pior que isso muitas vezes acontece porque o ciclista não está observando devidamente as regras do trânsito ou realizando um cruzamento de via “apertado”. Todo detalhe, assim como colabora para sua proteção, ao não ser observado, contribui para uma tragédia.

Esse final de semana é uma boa oportunidade para você desopilar e dar uma banda por aí com sua bicicleta, com saúde física e mental, segurança e respeitando o meio ambiente e a coletividade, bem no clima da canção do Betinho: “Pedalando o preconceito / mau humor e baixo astral / sendo uma pessoa do bem / transformando o que não tá legal / Pedalar, pedalar, pra não poluir..." Um bom pedal pra vocês.

(1) – Se quiser ouvir a canção, é só ir clicar aqui:
 http://www.souzaguerreiro.com/audio.php?cod=22242