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Região Carboífera,terça - feira, 29 novembro, 2011
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AIDS
Região tem registrados 191 casos

A Região Carbonífera possui registrados 191 casos de pessoas com AIDS. É o que revela o boletim epidemiológico DST/AIDS, divulgado pelo ministério da Saúde, na manhã de ontem. Na avaliação de Ricardo Charão, chefe da Seção de Controle das DST/AIDS da Secretaria Estadual da Saúde, o número ainda não preocupa:
- Não é uma incidência alta – avalia.
Nas estatísticas estão incluídos apenas os casos notificados de pessoas que possuem AIDS em um estágio avançado, não contemplando quem tem o vírus HIV no sangue, porém não desenvolveu a doença.
- Isso não quer dizer que essas pessoas não estão transmitindo a doença – alerta Charão.
De acordo com o boletim, que leva em conta dados dos últimos anos, o maior número de casos na região está registrado no município de Charqueadas, com 110 notificações.

Diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce é a maneira mais eficaz de inibir o desenvolvimento da doença no próprio infectado, bem como para prevenir o avanço do vírus. Em Charqueadas, há o Centro de Testagem e Aconselhamento – CTA (Rua Rui Barbosa, número 1050 – Telefone 39588469), onde o teste de HIV pode ser feito de forma gratuita. Nos demais municípios, existem o Serviço de Atendimento Especializado – SAE.

Estado tem maior número de casos do país

Conforme o boletim do Ministério da Saúde, nas estatísticas por estado, o Rio Grande do Sul é o que mais registra casos de AIDS no país: são 27,7 por 100 mil habitantes. O segundo do ranking é Roraima (26/100mil), seguido por Santa Catarina (23,5/100mil). O Paraná é o quinto da lista, com 15,7 casos por 100 mil habitantes. Com isso, o Sul do Brasil concentra 23% dos casos de AIDS, com apenas 14% da população total do país. Ainda, de acordo com o boletim, todas as dez cidades que lideram a lista de maior incidência da doença estão no Sul do Brasil.
No ranking por capitais, Porto Alegre também se destaca com 99,8 casos por 100 mil habitantes, enquanto Florianópolis, segunda da lista, registra 57,9 casos por 100 mil.

Estatísticas brasileiras

No país inteiro estima-se que 630 mil pessoas vivem com AIDS. A prevalência da doença (estatística de pessoas infectadas por HIV) permanece estável em cerca de 0,6% da população, enquanto a incidência (novos casos notificados) teve leve redução de 18,8/100 mil habitantes em 2009 para 17,9/100 mil habitantes em 2010.
Em alguns grupos, o avanço no combate à epidemia é mais marcante. Entre os menores de cinco anos de idade, casos relacionados à transmissão vertical, ou seja, da mãe para o bebê durante a gravidez, o parto ou pelo leite materno, a taxa de incidência (número de casos por 100 mil habitantes), caiu 41% de 1998 a 2010.
Em relação à taxa de mortalidade, o boletim também sinaliza queda. Em 12 anos, a taxa de incidência baixou de 7,6 para 6,3 a cada 100 mil pessoas.

Campanha será lançada dia 1º

Na próxima quinta-feira, 1º de dezembro, dia Mundial de Luta Contra a AIDS, o Ministério da Saúde lança a campanha de prevenção com o slogan “A AIDS não tem preconceito. Previna-se”, que reforça a necessidade de se discutirem questões relacionadas à vulnerabilidade à doença, principalmente, entre jovens gays de 15 a 24 anos e entre pessoas vivendo com HIV/AIDS. Nesta faixa de idade estão concentrados 66.698 casos, o equivalente a 11% do total de notificações no Brasil.
A campanha buscará, também, sensibilizar na busca de uma sociedade mais solidária, sem preconceito e tolerante à diversidade sexual.

Sintomas e fases da AIDS

Quando ocorre a infecção pelo vírus causador da aids, o sistema imunológico começa a ser atacado. E é na primeira fase, chamada de infecção aguda, que ocorre a incubação do HIV - tempo da exposição ao vírus até o surgimento dos primeiros sinais da doença. Esse período varia de 3 a 6 semanas. E o organismo leva de 30 a 60 dias após a infecção para produzir anticorpos anti-HIV. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebido.
A próxima fase é marcada pela forte interação entre as células de defesa e as constantes e rápidas mutações do vírus. Mas que não enfraquece o organismo o suficiente para permitir novas doenças, pois os vírus amadurecem e morrem de forma equilibrada. Esse período, que pode durar muitos anos, é chamado de assintomático.
Com o frequente ataque, as células de defesa começam a funcionar com menos eficiência até serem destruídas. O organismo fica cada vez mais fraco e vulnerável a infecções comuns. A fase sintomática inicial é caracterizada pela alta redução dos linfócitos T CD4 - glóbulos brancos do sistema imunológico - que chegam a ficar abaixo de 200 unidades por mm³ de sangue. Em adultos saudáveis, esse valor varia entre 800 a 1.200 unidades. Os sintomas mais comuns são: febre, diarreia, suores noturnos e emagrecimento.
A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids. Quem chega a essa fase, por não saber ou não seguir o tratamento indicado pelos médicos, pode sofrer de hepatites virais, tuberculose, pneumonia, toxoplasmose e alguns tipos de câncer. Por isso, sempre que você transar sem camisinha ou passar por alguma outra situação de risco, faça o teste!