CHARQUEADAS
Agentes penitenciários fazem paralisação
por melhores condições de trabalho
Na manhã
de sábado, 13, agentes da Penitenciária Modulada de Charqueadas
paralisaram as atividades por cerca de duas horas para reivindicar melhores
condições de trabalho.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários
do Rio Grande do Sul (Amapergs), Luis Fernando Corrêa Rocha, o
ato foi realizado para mostrar a sociedade e ao governo a falta de condições
de trabalho dos servidores no presídio, que sofre com a superlotação,
já que a cadeia começou a receber presos oriundos do Presídio
Central depois da intervenção judicial, no início
do mês.
- A penitenciária está lotada. Faltam servidores e questões
materiais, como materiais de limpeza, remédios, telefone, algemas
e viaturas -, relata Rocha.
Em frente ao portão principal da casa prisional, os agentes abriram
faixas e cantaram o hino rio-grandense. A visitação ficou
prejudicada durante a paralisação, mas voltou ao normal
assim que foi encerrado o ato.
Contraponto
O Delegado da 9ª Delegacia Penitenciária Regional da Superintendência
de Serviços Penitenciários (Susepe), Celcer Luiz Uchaski,
que administra as casas do complexo prisional, não reconhece
as reivindicações dos agentes. Segundo o delegado, o efetivo
da casa prisional continua o mesmo de quando o governo assumiu e a lotação
continua praticamente igual, já que a entrada de presos está
se diluindo com a progressão de alguns apenados para o regime
semiaberto, e poderia estar menor, se a transferência de 30 apenados
para a Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ) que já
foi autorizada, tivesse sido realizada pela direção da
casa.
Ainda conforme Uchaski, a Modulada está recebendo uma viatura
nova e há remédios na farmácia central. Ressalta,
também, que uma nova equipe de Saúde da Família
deve iniciar as atividades nessa semana. Sobre o material de limpeza,
o delegado diz que a falta foi devido a um pedido feito errado na quantidade
pela direção da penitenciária.
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