Sindicatos e movimentos sociais protestam em São Jerônimo e Charqueadas

Entidades de classe protestaram contra a reforma da Previdência e cortes na educação

Por Portal de Notícias 13/08/2019 - 17:01 hs
Foto: Marcos Essvein
Sindicatos e movimentos sociais protestam em São Jerônimo e Charqueadas
Em São Jerônimo, o ato ocorreu na Praça Julio de Castilhos

Nesta terça-feira (13), o Movimento de Resistência da Região Carbonífera manifestações nas cidades de São Jerônimo e Charqueadas em protesto contra a reforma da Previdência Social, os cortes de recursos da educação pública e em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS).
O movimento é integrado pelos sindicatos dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde da Região Carbonífera (Sindisaúde), dos Metalúrgicos (Sindimetal), dos Municipários de Charqueadas, União Municipal dos Estudantes de Charqueadas e outras entidades sindicais e movimentos sociais.
Em São Jerônimo, a manifestação aconteceu na Praça Júlio de Castilhos. Um estande foi montado pelo Sindisaúde para prestar orientações jurídicas sobre direitos trabalhistas, aposentadoria, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outras informações.
Em Charqueadas, a concentração ocorreu em frente aos sindicatos dos Metalúrgicos e dos Municipários, seguindo em direção à esquina das avenidas Bento Gonçalves e 1º de Maio, onde ocorreu a manifestação.

MOVIMENTO NACIONAL

Convocados por entidades sindicais e movimentos estudantis, professores, técnico-administrativos e estudantes participaram hoje, em várias cidades do país, de atos contra o contingenciamento de recursos da educação, em defesa da autonomia das universidades públicas e contra a reforma da Previdência.
Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), atos ocorreram em ao menos 170 cidades dos 26 estados e do Distrito Federal. A manifestação nacional é uma continuidade da mobilização de maio, organizada em defesa da manutenção das verbas para o ensino superior. Para a União Nacional dos Estudantes (UNE), os contingenciamentos anunciados pelo governo afetam não só o ensino superior, mas também a educação básica, o ensino médio e programas de alfabetização.
De acordo com a UNE, os protestos também são contra a proposta do Ministério da Educação (MEC) de instaurar o programa Future-se, que, segundo a pasta, busca o fortalecimento da autonomia administrativa, financeira e da gestão das universidades e institutos federais. Para as entidades sindicais e movimentos estudantis, o projeto transfere atribuições dos governos para o mercado.